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Porto Alegre, sexta-feira, 28 de abril de 2017. Atualizado às 00h16.

Jornal do Comércio

Política

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Governo do Estado

Notícia da edição impressa de 28/04/2017. Alterada em 27/04 às 21h37min

Sartori muda o comando de seis secretarias

Governador José Ivo Sartori anunciou, na manhã desta quinta-feira, os novos titulares do primeiro escalão

Governador José Ivo Sartori anunciou, na manhã desta quinta-feira, os novos titulares do primeiro escalão


fredy vieira/FREDY VIEIRA/JC
Marcus Meneghetti
O governador José Ivo Sartori (PMDB) anunciou, na manhã desta quinta-feira, no salão Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini, a mudança de seis secretários. Na mesma cerimônia - com a presença de todos os titulares do primeiro escalão e uma plateia de convidados -, Sartori confirmou a substituição de integrantes do segundo escalão. A reforma administrativa busca reorganizar a base aliada depois da saída do PDT.
Nem todos os secretários são nomes novos. Márcio Biolchi (PMDB) e Fábio Branco (PMDB) apenas trocaram de pastas: Biolchi assume a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia; e Branco, a Casa Civil. No caso das pastas de Minas e Energia e a de Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos, os interinos assumiram como titulares: respectivamente, Artur Lemos (PSDB) e Maria Helena Sartori (PMDB), que também acumula o comando das Políticas Sociais.
Nas pastas antes comandadas pelo PDT - que saiu do governo neste mês - entram Fabiano Pereira (PSB), na Secretaria de Obras, Saneamento e Habitação; e Ronald Krummenauer - que atuava como diretor executivo da Agenda 2020 -, na Secretaria de Educação. 
Ao anunciar as alterações no primeiro escalão, Sartori disse que "mudam os nomes, mas os objetivos continuam os mesmos". O peemedebista negou que a troca de secretários buscasse reparar a coesão da base aliada, que, além de enfraquecida com a saída dos pedetistas, tem se dividido em votações na Assembleia Legislativa. 
"A mudança é perfeitamente normal. Fizemos as alterações no momento adequado. Escolhemos nomes que fazem parte de uma equipe que deve trabalhar integrada", desconversou.
Entretanto Fábio Branco - que discursou depois do governador, "em nome de todos os secretários" - admitiu que uma das missões é realinhar a base aliada. "O governador me deu uma determinação para reforçar a relação com a Assembleia Legislativa", revelou Branco.
No seu pronunciamento, o novo chefe da Casa Civil também disse que quer ampliar o diálogo com a sociedade e fazer um "enfrentamento" aos críticos da gestão Sartori. Afinal, no ano que vem, acontecem as eleições gerais, e várias lideranças do PMDB gaúcho já manifestaram vontade de que Sartori concorra à reeleição.
"Temos que ter um diálogo franco com a sociedade. Precisamos ouvir mais, mas também falar um pouco mais sobre as coisas positivas do governo. Senão fica só o discurso daqueles que quebraram o Estado e o País, querendo aparecer como os honestos e salvadores", disse Branco. 
O primeiro desafio que ele vai enfrentar à frente da Casa Civil será aprovar os projetos remanescentes do pacote de reestruturação do Estado, como a proposta de emenda à Constituição que retira a obrigatoriedade de plebiscito para privatizar as companhias Estadual de Energia Elétrica (CEEE), de Gás do Rio Grande do Sul (Sulgás) e Riograndense de Mineração (CRM). "Vamos chamar os líderes de todos as bancadas na Assembleia Legislativa para reposicionar algumas coisas", projetou.
A escolha de Fabiano Pereira põe fim ao desconforto causado pela nomeação de Maria Helena Sartori como interina para a Secretaria do Trabalho, depois que a pasta, antes comandada pelo PSB, foi fundida com a de Justiça e Direitos Humanos. Depois do anúncio, Pereira - ex-petista e secretário de Direitos Humanos na gestão Tarso Genro (PT, 2011-2014) - reafirmou o compromisso do partido com a base aliada. "Meu nome foi uma indicação partidária, aprovada pela executiva. A minha nomeação e a presença dos três deputados estaduais da legenda, além da do presidente estadual, Beto Albuquerque, reafirmam nosso compromisso com o governo", disse o secretário do PSB.
Também foram anunciados o coronel Alexandre Martins, para a Casa Militar; Evandro Fontana, para a Secretaria Adjunta de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia; e Éverton Oltramari, como adjunto da pasta de Segurança Pública.
 

União não se salva sem os estados, diz governador na ADCE

Ao palestrar na reunião-almoço Papo Amigo, organizada pela Associação de Dirigentes Cristãos de Empresa (ADCE), no Centro de Eventos Laçador, nesta quinta-feira, o governador José Ivo Sartori (PMDB) apresentou uma agenda positiva do seu governo a uma plateia composta por empreendedores.
Entre as realizações destacadas por Sartori estava a renegociação da dívida. "A União não se salva se não salvar os estados. Hoje, se fala em três estados com dificuldades: Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Mas em breve serão no mínimo 12. Por isso, a importância do regime de recuperação fiscal aprovado pela Câmara de Deputados."
O peemedebista também defendeu a reforma política: "O Brasil não pode ter tantos partidos, e há outros 50 para serem oficializados. Tem que reformar isso. Mas toda vez que se chega perto de fazer a reforma, se usa a desculpa que o ano eleitoral está chegando".
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