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Porto Alegre, terça-feira, 25 de abril de 2017. Atualizado às 12h04.

Jornal do Comércio

Política

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Câmara de Porto Alegre

Notícia da edição impressa de 25/04/2017. Alterada em 25/04 às 12h05min

Mobilização para a greve geral repercute no Legislativo de Porto Alegre

Fernanda cobrou passado de sindicalista de Janta, que havia criticado greve geral marcada para dia 28

Fernanda cobrou passado de sindicalista de Janta, que havia criticado greve geral marcada para dia 28


MARCELO G. RIBEIRO/JC/MATHEUS PICCINI/CMPA/DIVULGAÇÃO/JC
Carlos Villela, especial para o JC
É perceptível nas recentes sessões da Câmara Municipal que os períodos de comunicação das bancadas estão cada vez mais dedicados a repercutir as polêmicas sobre as reformas trabalhista e previdenciária do presidente Michel Temer (PMDB), assim como o pacote de austeridade do também peemedebista governador José Ivo Sartori. A sessão de ontem foi um exemplo objetivo disso, a grande discussão do dia nas falas das lideranças foi a greve geral marcada para o dia 28 de abril.
O vereador Idenir Cecchim, líder do PMDB na Casa, criticou a data escolhida para a paralisação, afirmando que o fato de acontecer na sexta-feira faz com que se torne uma espécie de feriadão, já que segunda-feira, 1 de maio, é feriado pelo Dia do Trabalho. Em tom provocativo, Cecchim sugeriu que os grevistas fizessem "abraçaços" em prédios da Petrobras e do Bndes (Banco Nacional do Desenvolvimento), em referência às investigações de corrupção nas duas organizações.
Claudio Janta (SD), líder de governo do prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) na Câmara, discordou da proposta de greve geral, e disse que ela não seria necessária para se debater os pontos questionados nas reformas de nível federal. Além disso, deu continuidade à rixa crescente entre o Paço Municipal e a bancada do PSOL, afirmando que "casa de ferreiro tem espeto de pau" ao acusar o partido de ter recebido dinheiro da construtora Odebrecht através de uma organização não governamental.
Em resposta, a vereadora Fernanda Melchionna (PSOL) rebateu as falas de Cecchim e Janta, criticando o primeiro pelas ações do PMDB em nível federal e estadual. Ela também trouxe o histórico de atuação sindical de Janta para questionar sua posição contrária à greve, dizendo que, "quando empregado defende patrão, a gente chama de pelego".
Colega de partido da vereadora, Roberto Robaina também criticou Janta e o prefeito, afirmando que a contrariedade do vereador à greve seria sintomática por ser líder de Marchezan na Câmara, dada a relação conflituosa entre o prefeito e os funcionários municipais pela iminência do atraso de salários.
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