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Porto Alegre, quinta-feira, 13 de abril de 2017. Atualizado às 09h31.

Jornal do Comércio

Política

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Notícia da edição impressa de 13/04/2017. Alterada em 13/04 às 09h36min

Padilha teria recebido propina de R$ 1,5 milhão para obras do Trensurb

Peemedebista é acusado de favorecer empreiteira em 2001

Peemedebista é acusado de favorecer empreiteira em 2001


/CLAITON DORNELLES/JC
Com base em documentos e depoimentos de executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusou o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), de ter recebido R$ 1,5 milhão de propina para as obras do Trensurb que ligaram as cidades de São Leopoldo e Novo Hamburgo a Porto Alegre. A primeira licitação da obra, que chegou a ser paralisada pelo Tribunal de Contas da União (TCE), foi orçada pela empreiteira em R$ 324 milhões.
Segundo os delatores, Padilha cobrou o valor ilícito entre 2008 e 2009, rememorando favores prestados à empreiteira ainda em 2001, quando era ministro dos Transportes do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Outras quatro pessoas teriam recebido propinas de quase R$ 2 milhões.
O inquérito é baseado nos depoimentos dos executivos Valter Luis Arruda Lana e Benedicto Júnior. Um encontro entre Valter Luis Arruda Lana e Eliseu Padilha teria ocorrido ou no escritório de Padilha, ou no do colaborador. De acordo com Lana, Padilha - que é identificado como "Bicuíra" nas anotações da empresa - o procurou para cobrar propina, no valor de 1% do contrato.
Também ficou acertado que o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo (PT) teria direito a 1%. Mas, nesse caso, foi Lana quem procurou o político. Bernardo ocupou o cargo na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lana afirmou ainda que, antes de ser procurado por Padilha, foi abordado pelo deputado federal Marco Maia (PT). O parlamentar, o ex-presidente da Trensurb Marco Arildo Prates e o ex-diretor da empresa Humberto Kasper também são investigados por recebimento de propina. 
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