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Porto Alegre, terça-feira, 11 de abril de 2017. Atualizado às 10h13.

Jornal do Comércio

Política

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Partidos

Notícia da edição impressa de 11/04/2017. Alterada em 11/04 às 02h05min

PDT sacramenta a saída do governo Sartori

Com auditório lotado, diretório estadual define, por aclamação, desembarque da gestão José Ivo Sartori

Com auditório lotado, diretório estadual define, por aclamação, desembarque da gestão José Ivo Sartori


MARIANA CARLESSO/Mariana Carlesso/JC
Lívia Araújo
Com o auditório lotado na noite de ontem, o diretório estadual do PDT decidiu, por aclamação, deixar a base aliada do governo de José Ivo Sartori (PMDB). Sete membros do diretório, contados pelo presidente estadual do partido, deputado federal Pompeo de Mattos, foram contrários à saída do governo estadual. O apoio da audiência pela saída do governo estadual foi ruidoso, principalmente durante os pronunciamentos de nomes como o do deputado federal Affonso Motta e da deputada estadual Juliana Brizola.
Para Motta, "sair ou ficar no governo é consequência; se já temos pré-candidaturas no debate público, é imperioso nosso afastamento do governo", disse, gerando palmas efusivas entre os filiados.
Juliana Brizola defendeu a saída. "Esse desembarque do governo Sartori significa um afastamento ideológico. Não tenho como não estar indignada contra um governo que durante a campanha canta musiquinha dizendo que vai abraçar o Rio Grande, e agora reza a cartilha dos banqueiros", disse em alusão ao pacote de reestruturação do Estado proposto por Sartori, com extinção de fundações e a possibilidade de venda de estatais.
Embora não tenha se manifestado claramente contra a saída do governo, o deputado Gilmar Sossella pediu mais tempo para discussões internas. "No governo Tarso (Genro, PT), ouvimos as 38 coordenadorias. Vou estar junto nessa caminhada. Em que pesem críticas, o PDT foi fundamental na Lei de Responsabilidade Fiscal, que conseguiu três emendas, acordadas com entidades de classe. E foi nossa bancada que votou pela previdência complementar somente para os novos concursados. O partido tem contribuído para melhorar as propostas que lá estão (projetos do governo na Assembleia)."
Suplente de deputado estadual, Vinicius Ribeiro foi vaiado ao dizer que "o que o povo quer é que o tamanho do Estado se alinhe à realidade, e se não ouvirmos isso, seremos retirados dessa realidade" e ao evocar o escritor Paulo Coelho, a quem atribui a afirmação de que "os corajosos sempre vencem no final".
Apesar de o principal debate da noite dizer respeito à posição do partido em relação ao governo do Estado, o clima era de exaltação às candidaturas próprias da sigla em nível nacional e estadual e ao Senado. Uma grande faixa no auditório da sede estadual dizia que "o PDT gaúcho apoia Ciro Gomes para presidente".
Nesse sentido, um dos nomes aplaudidos foi o do ex-prefeito de Canoas Jairo Jorge, ao ser anunciado pelo presidente estadual do partido, Pompeo de Mattos, como pré-candidato da sigla ao governo do Estado. "O nosso JJ", disse Pompeo, lembrando também "de outros possíveis pré-candidatos, e sempre citando o Vieira da Cunha". Também estava presente o ex-prefeito de Porto Alegre José Fortunati, aplaudido quando Pompeu o citou como candidato ao Senado, "a ser discutido ou consolidado até setembro".

Governo do Estado divulga nota sobre a saída da sigla

No começo da madrugada desta terça-feira (11), o governo de José Ivo Sartori (PMDB) divulgou nota no site oficial do Estado. O texto diz que o governo "recebe a decisão do PDT como parte do processo democrático". "O partido teve todas as oportunidades de contribuir com o governo por meio de ideias e espaços políticos. Agradecemos aos quadros trabalhistas que se dedicaram com lealdade e espírito público à construção de uma nova realidade para o Rio Grande do Sul."

Antevendo a disputa política, que deve ser inserida até por manifestações de pedetistas como Pompeo de Mattos, atual presidente estadual da sigla, a nota apela que os "os projetos eleitorais do próximo ano não pautem, tão precocemente, as importantes decisões políticas que precisam ser tomadas". "A tarefa de construir um novo Estado não pode ser relegada ou adiada, sob pena de comprometer a governabilidade dos próximos mandatos."
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Comentários
João Pereira 11/04/2017 08h57min
Infelizmente o PDT transformou-se num partido oportuinista. Na hora da crise é que vemos quem são os homens de coragem. Mais uma vez o partido pulou do barco quando este está afundando ao invéz de ajudar a levá-lo a um porto seguro. Pobre do país com estes partidos políticos.