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Porto Alegre, quarta-feira, 05 de abril de 2017. Atualizado às 21h09.

Jornal do Comércio

Política

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operação lava jato

05/04/2017 - 21h13min. Alterada em 05/04 às 21h13min

Bloqueio de contas na Suíça chega a US$ 1 bilhão

A Suíça ampliou o bloqueio de bens de brasileiros e anunciou que já congelou mais de 1 bilhão de francos suíços, ou cerca de US$ 1,1 bilhão (R$ 3,4 bilhões) em contas de suspeitos e acusado na Operação Lava Jato.
Com um aumento de US$ 200 milhões em comparação às estimativas do ano passado sobre o total bloqueado, os valores confiscados no âmbito da Lava Jato superam alguns dos casos mais conhecidos de corrupção de ditadores no mundo.
Num documento publicado nesta quarta-feira (5), pelo Ministério Público da Confederação, os suíços revelam que, em 2016, 20 novos inquéritos criminais envolvendo brasileiros foram abertos. Os procuradores analisaram mais de mil relações bancárias.
De acordo com o documento, o MP confirma que investiga desde 2014 o caso envolvendo crimes na Petrobras, especialmente por "lavagem de dinheiro agravada e atos de corrupção". Na última vez que Berna havia citado um número oficialmente foi em abril do ano passado, quando apontou que havia congelado US$ 800 milhões - cerca de 802 milhões de francos suíços.
Desse montante, cerca de 200 milhões de francos suíços foram restituídos às autoridades brasileiras. Um outro caso também pode se somar a esse valor. Se o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já condenado em primeira instância, voltar a ser condenado, os valores de suas contas na Suíça serão devolvidos.
Comparando os dados com informações oficiais do Ministério das Relações Exteriores da Suíça, fica evidente que a Lava Jato já é um dos principais casos de corrupção averiguados pelo país europeu. Para se ter uma dimensão da importância do congelamento de 1 bilhão de francos suíços no caso brasileiro, o próprio governo suíço indica que, em 30 anos, devolveu para diferentes países um total de 2 bilhões de francos suíços.
Os valores congelados na Suíça relativos à Lava Jato são equivalentes à soma dos casos de bloqueio ou repatriação do dinheiro secreto do peruano Vladimir Montesinos (US$ 93 milhões), do haitiano Jean Claude Duvalier (US$ 6 milhões), do ex-ditador das Filipinas Ferdinand Marcos (US$ 684 milhões), do congelamento de US$ 70 milhões do ucraniano Vikot Yanukovich, o ex-ditador da Tunísia Bel Ali, com US$ 60 milhões, e outros US$ 120 milhões em nome de Bashar Al Assad.
Ainda segundo os dados oficiais do Ministério das Relações Exteriores da Suíça, outros importantes volumes de dinheiro foram bloqueados ou repatriados, como no caso nigeriano de Sani e Abba Abacha (US$ 1 bilhão) e outros US$ 570 milhões em nome do egípcio Hosni Mubarak. Outros casos também estão acima de US$ 1 bilhão e incluem escândalos com fundos da Malásia.
Para se ter uma dimensão da importância do congelamento de mais de 1 bilhão de francos suíços no caso brasileiro, o próprio governo suíço indica que, em 30 anos, devolveu para diferentes países um total de 2 bilhões de francos.
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