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Porto Alegre, quinta-feira, 06 de abril de 2017. Atualizado às 00h06.

Jornal do Comércio

Opinião

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artigo

Notícia da edição impressa de 06/04/2017. Alterada em 05/04 às 19h30min

Todos os vícios

Nei Rafael Filho
Há divergência do conceito de vício, propriamente. Adentra a ciência da saúde, o direito e o conhecimento organizado de sociedade e cultura.
Escrita denotativa, vício traduz defeito, falha, má qualidade, imperfeição, irregularidade a apresentar as coisas, as pessoas, ou os atos. Notícia impressa e de aparato eletrônico revela o homem enveredado ao mau procedimento e, em xeque, o costume secular e a virtude moral. Religião e regramento de Estado empenham-se há milênios atenuar a crescente força contrária do desacerto humano na civilização.
A presença humana no espaço geográfico, ano após ano, vai em contradição à novidade tecnológica, à democracia e ao lazer. Esses fatos da invenção são desejo à felicidade, mas ampliaram o ócio, a possibilidade vista como comportamento normal a multidões sem nada fazer, ou, outras muitas parcelas humanas, a gastar o tempo inutilmente. Não soubemos trabalhar os facilitadores da vida. O romper da tradição familiar, a célula mínima da tribo, permitiu aflorar a contracultura e o corolário da ociosidade, vincando provocação e desmerecimento ao mundo protegido pela ética. E pelo Direito.
É visível a mudança visceral do gesto racional contra o sentido da ciência e tecnologia, da política e participação, e do desfrute ao lazer. Vício não é a gama de entorpecentes, de imensa penetração, a ponto de pertencer ao rol de terapia médica, a Cannabis sativa, verbis gratia, convite a outras drogas.
Também não é a violência no esporte ou a corrupção praticada pelo ocupante do cargo de poder, à coisa pública. A marcha do tempo altera a definição do verbete. Hipóteses: o homem baterá mais na mulher; abusará do menor indefeso; do muro à obra de arte, a depredação será comezinha. Se apreciará o ataque virulento como normal. É a sociedade ensaiando passo à lei do mais forte. Teremos de nos habituar ao nebuloso subterrâneo. Por ora, inimaginável.
Advogado
 
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