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Porto Alegre, segunda-feira, 24 de abril de 2017. Atualizado às 22h34.

Jornal do Comércio

Internacional

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eleições

Notícia da edição impressa de 25/04/2017. Alterada em 24/04 às 21h01min

Pesquisa aponta Macron à frente na disputa do 2º turno na França

Hollande (d) irá apoiar seu ex-ministro (e) na reta final da campanha

Hollande (d) irá apoiar seu ex-ministro (e) na reta final da campanha


PHILIPPE WOJAZER/PHILIPPE WOJAZER/AFP/JC
Um dia após vencerem o primeiro turno das eleições francesas, o centrista Emmanuel Macron e a ultradireitista Marine Le Pen voltaram ontem à campanha, preparados para um calendário eleitoral apertado. Macron teve 23,9% dos votos, enquanto Le Pen recebeu 21,4%, números bastante próximos daqueles previstos pelas pesquisas de opinião da véspera. O instituto Ipsos previu 24% contra 22%.
O Ipsos divulgou ontem, um dia após o primeiro turno, a primeira pesquisa após o resultado do pleito. Conforme o levantamento, Macron deve derrotar a candidata da extrema-direita. O centrista aparece com 62% das intenções de voto, enquanto Le Pen tem 38%. A pesquisa ouviu 2.024 eleitores. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos.
O segundo turno será realizado em 7 de maio. Será a primeira vez na história moderna da França que os dois principais partidos não irão concorrer à presidência. Macron pertence ao movimento independente Em Frente!, enquanto Le Pen representa a sigla nacionalista Frente Nacional, de Le Pen.
Logo após a confirmação dos dois candidatos que irão ao segundo turno, Macron recebeu uma série de apoios. O atual presidente da França, François Hollande, afirmou ontem que votará no centrista no segundo turno. Macron foi nomeado secretário-geral adjunto da presidência por Hollande em 2012, e se tornou ministro da Economia dois anos depois, deixando o cargo em agosto do ano passado para iniciar sua campanha eleitoral.
"A presença da extrema-direita no segundo turno é uma ameaça ao país", disse Hollande, referindo-se à candidata da Frente Nacional. Para ele, o projeto de tirar a França da zona do euro e da União Europeia (UE) defendido por Le Pen devastaria a economia francesa.
A União Europeia também se posicionou a favor de Macron. O porta-voz do bloco, Margaritis Schinas, afirmou que "a escolha era fundamental". Para ele, Macron representa os valores pró-europeus, enquanto Le Pen "procura sua destruição".
O Parlamento Europeu se uniu aos outros líderes do bloco. O presidente Antonio Tajani disse acreditar que Marine Le Pen não vencerá no segundo turno e pediu que os franceses se envolvessem e defendessem o bloco. Segundo Tajani, o objetivo de Le Pen de deixar a UE e a zona do euro é uma má escolha, já que "permanecer em isolamento é uma má solução".
O porta-voz da chancelaria da Alemanha, maior potência do continente, Steffen Seibert, por sua vez, desejou ao centrista "o melhor para as próximas duas semanas". Em seu perfil no Twitter, Seibert escreveu na noite de domingo que "é bom que Emmanuel Macron tenha tido sucesso em seu curso para uma economia de mercado social forte na UE". Já o chefe de gabinete da chanceler Angela Merkel, Peter Altmaier, tuitou que "o resultado para Macron mostra: a França e a Europa podem vencer juntos! O centro é mais forte do que os populistas pensam!".
 
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