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Porto Alegre, sexta-feira, 14 de abril de 2017. Atualizado às 18h55.

Jornal do Comércio

Internacional

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Terrorismo

14/04/2017 - 14h42min. Alterada em 14/04 às 18h56min

Pentágono divulga vídeo do lançamento da 'mãe de todas as bombas'

Bomba GBU-43, nunca antes utilizada, foi lançada contra um sistema de cavernas do EI no Afeganistão

Bomba GBU-43, nunca antes utilizada, foi lançada contra um sistema de cavernas do EI no Afeganistão


Department of Defence/AFP/JC
Agência Brasil
O Pentágono divulgou nesta sexta-feira (14) o vídeo do momento do impacto da bomba GBU-43, a mais potente do arsenal não nuclear dos Estados Unidos e nunca utilizada até ontem, contra um sistema de cavernas do Estado Islâmico (EI) no Afeganistão. 
As imagens aéreas mostram o momento em que a bomba conhecida como "mãe de todas as bombas" cai na ladeira de uma montanha do distrito de Achin, na província de Nangarhar, com uma potência equivalente a 11 toneladas de TNT. Uma imensa coluna de fumaça e escombros aparece após a explosão, que acontece antes de tocar a terra para criar uma potente onda expansiva capaz de derrubar túneis e bunkers ao gerar um pequeno terremoto.
No vídeo é possível observar o avanço da onda expansiva em uma área montanhosa e remota do leste afegão na qual o EI, que chama a essa região da Ásia central de Khorasan (província de seu autoproclamado califado), tinha se fortalecido. O ataque aconteceu nessa quinta-feira (13) às 19h32min, no horário local, 12h02min de Brasília, e nele poderiam ter morrido dezenas de militantes do EI.
Segundo a informação repassada hoje à Agência EFE por um porta-voz do Ministério de Defesa afegão, Muhammad Radmanish, pelo menos 36 membros do EI morreram no ataque, que destruiu ainda uma importante instalação desse grupo terrorista.
O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, indicou ontem que o objetivo era acabar com um "sistema de túneis e cavernas" do EI no Afeganistão que "lhes permitia mover-se com liberdade e atacar com mais facilidade os militares americanos e as forças afegãs".
A bomba, em serviço desde 2003, só tinha sido utilizada em testes e foi elaborada não só para destruir bunkers e túneis, mas como arma psicológica, pelo impacto que deixa nos sobreviventes.
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