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Porto Alegre, quarta-feira, 05 de abril de 2017. Atualizado às 08h36.

Jornal do Comércio

Internacional

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Síria

Notícia da edição impressa de 05/04/2017. Alterada em 04/04 às 20h41min

Ataque com gás tóxico deixa 58 mortos, diz ONG

Um ataque com gás tóxico na manhã de ontem deixou pelo menos 58 mortos na cidade de Khan Sheikhun, no oeste da Síria, afirmou a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos. Entre as vítimas estariam 11 crianças, de acordo com a entidade.
O observatório informou que todas as vítimas são civis e morreram quando eram levadas para hospitais da região, no sul da província de Idlib, área controlada por rebeldes opositores ao presidente Bashar al-Assad. O gás sufocou as vítimas e provocou desmaios e vômitos.
Mais de 60 pessoas ficaram feridas após o ataque, segundo a entidade, que acusou o regime de Assad. Uma fonte do Exército sírio negou veementemente à agência Reuters que as forças do governo tenham usado armas químicas. "O Exército não usa e nunca usou esse tipo de arma, porque não a possui, em primeiro lugar."
A França convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir o ataque. O chefe das autoridades de saúde de Idlib, Mounzer Khalil, disse acreditar que o gás é sarin ou cloro. "A maioria dos hospitais na província de Idlib está transbordando de pessoas feridas", afirmou. Segundo a Defesa Civil síria, bombardeios na sequência atingiram um posto médico onde vítimas do primeiro ataque recebiam atendimento.
A chefe da diplomacia da União Europeia afirmou que o regime de Assad é responsável pelo ataque químico. "Obviamente, a principal responsabilidade ali recai no regime, porque tem a responsabilidade de proteger sua gente, e não de atacá-la", afirmou Federica Mogherini.
"É uma lembrança trágica de que a situação em terra segue sendo dramática", completou Federica, que chefia até hoje uma reunião organizada junto à ONU, em Bruxelas, sobre o conflito sírio.
O enviado da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, afirmou que o ataque químico veio do ar e reforçou que o Conselho de Segurança vai exigir responsabilidade. O chanceler turco, Mevlut Cavusoglu, classificou a ação em Idlib como um crime contra a humanidade.
Se confirmado, este será o ataque químico mais letal na Síria desde agosto de 2013, quando o uso de gás sarin em Ghouta deixou milhares de mortos. Os Estados Unidos e outras potências ocidentais acusaram o regime de Assad pelo ataque. Damasco negou e jogou a culpa nas forças rebeldes.
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