Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 18 de abril de 2017. Atualizado às 19h26.

Jornal do Comércio

Geral

COMENTAR | CORRIGIR

religião

Alterada em 18/04 às 19h29min

Papa cita crise ao recusar convite de Temer para visitar Brasil

 Na carta ao presidente, o líder da Igreja Católica diz que são sobretudo "os mais pobres" que pagam "o preço mais amargo" por "soluções fáceis e superficiais para crises", sem explicitar quais seriam estas

Na carta ao presidente, o líder da Igreja Católica diz que são sobretudo "os mais pobres" que pagam "o preço mais amargo" por "soluções fáceis e superficiais para crises", sem explicitar quais seriam estas


TIZIANA FABI / AFP/JC
Agência Folhapress
O papa Francisco citou a crise brasileira ao declinar um convite de Michel Temer para visitar o Brasil.
Na carta ao presidente, o líder da Igreja Católica diz que são sobretudo "os mais pobres" que pagam "o preço mais amargo" por "soluções fáceis e superficiais para crises", sem explicitar quais seriam estas.
A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) já criticou abertamente a reforma da Previdência defendida por Temer. "Os direitos sociais no Brasil foram conquistados com intensa participação democrática; qualquer ameaça a eles merece imediato repúdio", disse a instituição católica em nota de março enviada a parlamentares.
No apelo, a CNBB evocou Francisco para atacar a reforma previdenciária. "Fazemos nossas as palavras do papa: 'A vossa difícil tarefa é contribuir a fim de que não faltem as subvenções indispensáveis para a subsistência dos trabalhadores desempregados e das suas famílias. [...] Não falte o direito à aposentadoria, e sublinho: o direito -a aposentadoria é um direito!- porque disto é que se trata."
Em sua mensagem ao governo brasileiro, o pontífice afirma que a crise enfrentada pelo país "não é de simples solução, uma vez que tem raízes sócio-político-econômicas, e não corresponde à Igreja nem ao papa dar uma receita concreta para resolver algo tão complexo". Trechos do texto foram adiantados pelo site "G1".
Continua o papa: "Porém, não posso deixar de pensar em tantas pessoas, sobretudo nos mais pobres, que muitas vezes se veem completamente abandonados e costumam ser aqueles que pagam o preço mais amargo e dilacerante de algumas soluções fáceis e superficiais para crises que vão muito além da esfera meramente financeira".
Segundo o Planalto, Temer ainda era vice-presidente de Dilma Rousseff quando fez o primeiro convite a Francisco.
Era 2013, e o Rio abrigava a Jornada Mundial da Juventude, evento católico que reuniu mais de 3,5 milhões de pessoas.
O papa veio e, em sua despedida, Temer discursou: "Vossa Santidade disse que Deus é brasileiro. Pois eu digo que nesta semana a sua presença fez do Brasil um paraíso permanente. [...] Com toda informalidade, mas com todo respeito, eu quero dizer-lhe: boa viagem, Papa Francisco! Volte logo!".
Na sua hora de dizer adeus, em Aparecida (SP), o papa prometeu: teria volta. "Peço um favor. Com jeitinho. Rezem por mim. Eu preciso. Que Deus os abençoe. E até 2017, quando voltarei."
A ocasião: o aniversário de 300 anos de Nossa Senhora Aparecida -o encontro da imagem da santa por pescadores ocorreu em 1717, no rio Paraíba do Sul.
No fim de 2016, com o impeachment de Dilma já selado, o novo presidente brasileiro reiterou formalmente o convite. O papa justificou sua recusa com problemas de agenda.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia