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Porto Alegre, quinta-feira, 13 de abril de 2017. Atualizado às 00h28.

Jornal do Comércio

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Saúde

Notícia da edição impressa de 13/04/2017. Alterada em 12/04 às 20h55min

Hospital Parque Belém tenta retomar atendimento pelo SUS

Segundo mantenedora, cerca de 40 funcionários atuam hoje no complexo

Segundo mantenedora, cerca de 40 funcionários atuam hoje no complexo


JONATHAN HECKLER/JC
Igor Natusch
Um hospital com capacidade para 242 pacientes, dotado de cinco salas de cirurgia e equipamentos para várias especialidades médicas, localizado em uma das áreas mais arborizadas e tranquilas de Porto Alegre. Apesar de todo esse potencial, o Hospital Parque Belém, no Extremo Sul da Capital, está praticamente vazio, sem nenhum atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e com apenas 20 leitos ativos, destinados a pacientes de saúde mental. Articulações entre o conselho do Sanatório Belém, mantenedor do complexo, a prefeitura e entidades médicas tentam reverter esse quadro, buscando devolver o hospital à população em sua plenitude.
De acordo com Luiz Augusto Pereira, presidente da entidade mantenedora do Parque Belém, já foi realizada uma reunião com o Executivo municipal para discutir a situação. Otimista, ele aguarda a construção de uma "proposta conjunta, com foco na comunidade", e garante que o complexo tem capacidade imediata de atendimento. "Temos equipamentos de tomografia, ecógrafo, mamógrafo, aparelhos para hemodinâmica. Todos estão instalados, mas estão parados por falta de demanda", lamenta Pereira.
A chegada de pacientes pelo SUS foi minguando com o passar dos anos, até ser totalmente interrompida no ano passado. Com a falta de demanda, o quadro funcional foi diminuindo, e os profissionais técnicos e de enfermagem foram recomendados pelo sindicato a buscarem rescisão indireta dos contratos. Atualmente, cerca de 40 profissionais atuam ao todo no complexo, a maioria deles na área administrativa.
O fechamento dos leitos e a saída de funcionários se deram, afirma o presidente da mantenedora, pela decisão do governo anterior em não enviar pacientes do SUS para o Parque Belém. A alegação era de que a entidade não atendia aos requisitos necessários para integrar a rede pública de saúde. Um contingenciamento de despesas, atribuído por Pereira a problemas da gestão anterior do hospital, também pesou na limitação das atuais atividades. "Mas a gestão (municipal) passada já passou. Estamos ansiosos para contribuir, e queremos voltar a atender pelo SUS", reforça.
Vice-presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Maria Rita Assis Brasil diz que a entidade fará o possível para encontrar uma solução para o Parque Belém. "Com a carência de leitos no Estado, poderia ser um excelente local para tratamento de especialidades como neurologia, ortopedia e traumatologia. Poderia atuar como um pronto-socorro para a Zona Sul (da Capital). Não é preciso reformar o hospital, seria mais questão de dar uma organizada e ampliar o corpo médico", garante ela.
O Simers já promoveu reuniões com a prefeitura e a Procuradoria-Geral de Justiça do Estado, tentando "aglutinar entes" em torno de uma mesa de negociação. "Passa por vontade política de todos, em especial da prefeitura, já que temos uma falta importante de leitos em Porto Alegre. Mas sabemos que a situação financeira é grave", ressalva a vice-presidente do Simers.
Por meio de assessoria, a Secretaria Municipal da Saúde informou que o secretário Erno Harzhein estuda alternativas que permitam o aumento da oferta de leitos na Capital - o que envolve as conversas em torno do Hospital Parque Belém. "A secretaria tem intensificado o contato junto a instituições parceiras na área de saúde mental com o objetivo de ampliar a disponibilidade de leitos à população. Nas próximas semanas devem ser anunciadas novas medidas e a implementação de novos leitos para suprir a necessidade da Capital", diz a pasta, em nota.
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