Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 28 de abril de 2017. Atualizado às 00h16.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Trabalho

Notícia da edição impressa de 28/04/2017. Alterada em 28/04 às 00h20min

Greve vai enfraquecer reforma, apostam centrais

Os dirigentes das centrais sindicais atacaram duramente a aprovação da reforma trabalhista e afirmaram que a resposta dos trabalhadores virá na greve geral marcada para esta sexta-feira. Central Única dos Trabalhadores, Força Sindical e União Geral dos Trabalhadores (UGT) concordam que a grande adesão à paralisação desta sexta deve ajudar a melhorar alguns pontos da reforma quando a votação chegar ao Senado.
"Essa proposta é o caos. Teremos amanhã (sexta-feira) a maior greve da história do Brasil. A reforma vai acontecer e, por isso, o que temos que fazer agora é batalhar para que ela seja mais civilizada", disse o presidente da Força Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força.
O presidente da CUT, Vagner Freitas, acrescentou que a aprovação da reforma às vésperas da greve geral ajuda a "potencializar" o movimento "na luta contra a retirada dos direitos conquistados". Ricardo Patah, presidente da UGT, criticou o fim da contribuição sindical. "Essa é uma retaliação ao movimento sindical que fragiliza os trabalhadores. O País vai parar, e vamos mostrar a força do trabalhador, que não quer essa reforma, que retira direitos", disse Patah.
Pilotos e comissários de voo decidiram, em assembleia, não aderir à greve geral desta sexta-feira e encerrar movimentações para qualquer tipo de paralisação próxima, informou o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA).
"Graças à mobilização da categoria, que havia decretado estado de greve na última segunda-feira, o Sindicato Nacional dos Aeronautas e representantes dos tripulantes, após intensa negociação, conseguiram avanços junto aos parlamentares na reforma trabalhista", afirma o sindicato, em nota.
Segundo a entidade, os dois principais pleitos de emendas dos aeronautas no projeto de lei da reforma trabalhista foram atendidos. A categoria foi excluída do artigo que permite a contratação por meio de contrato de trabalho intermitente. "Desta forma, não haverá a possibilidade de pilotos e comissários serem convocados para trabalhar de forma esporádica, recebendo apenas por trabalho realizado. Isso afetaria diretamente a segurança de voo, já que estes profissionais necessitam do exercício regular da profissão para manter a proficiência", diz o sindicato.
 

Ministro da Defesa diz que movimento é democrático

Às vésperas da greve geral convocada para esta sexta-feira contra as reformas trabalhista e da Previdência, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse ver as manifestações como "parte do jogo democrático". Ele afirmou, no entanto, que a greve vai contra o crescimento do País, já que as reformas, sobretudo a da Previdência, são necessárias para reequilibrar as contas públicas.
"Acho que é uma greve que vai contra os interesses de você voltar a crescer, o Brasil precisa dessa reforma (da Previdência) para equilibrar suas contas e voltar a crescer, mas greves fazem parte do jogo democrático, óbvio que dentro do respeito da ordem da lei", afirmou.
O impacto da greve preocupa o presidente Michel Temer (PMDB), que decidiu, depois de conversar com ministros, que cortará o salário dos servidores que participarem da greve geral. A decisão foi tomada em reunião na segunda-feira, de onde saiu o anúncio de que os detentores de mandatos seriam exonerados para votar a reforma da Previdência na Câmara.
O Ministério Público do Trabalho posicionou-se, em nota, a respeito da greve geral. Segundo o texto assinado pelo procurador-geral, Ronaldo Fleury, a paralisação tem respaldo jurídico na Constituição Federal e nos Tratados Internacionais de Direitos Humanos ratificados pelo Brasil.
Fleury considera, ainda, legítima a resistência dos adeptos da greve às reformas propostas pelo governo, reforçando que a instituição é também contrária a estas medidas.
A Procuradoria-Geral do Município de Porto Alegre (PGM) ingressou com duas ações na Justiça pedindo a ilegalidade da paralisação dos ônibus e dos servidores municipais. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) deferido parcialmente o pedido. Os rodoviários deverão manter 50% da frota no horário de pico (das 5h30min às 8h30min e das 17h às 20h) e 30% nos horários normais, sob pena de multa. A PGM ingressou também com ação declaratória de ilegalidade da greve contra o Sindicato dos Municipários (Simpa).
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia