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Porto Alegre, quarta-feira, 26 de abril de 2017. Atualizado às 12h36.

Jornal do Comércio

Economia

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indústria

Alterada em 26/04 às 12h38min

Déficit em produtos químicos cresce 3,1% no 1º trimestre, para US$ 5 bilhões, diz Abiquim

O déficit de produtos químicos somou US$ 5,0 bilhões, alta de 3,1% no primeiro trimestre deste ano em comparação com igual período de 2016, segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Nos últimos 12 meses (abril de 2016 a março de 2017), o indicador totaliza US$ 22,2 bilhões, 0,7% acima do déficit de US$ 22,0 bilhões verificado no consolidado do ano passado.
O volume importado, de 10,8 milhões de toneladas, é recorde para o período, com alta de 37,7%, puxada pelo segmento de intermediários para fertilizantes. A cifra ficou em US$ 8,3 bilhões, 7,3% maior que no mesmo período de 2016. Já as exportações, de US$ 3,3 bilhões, cresceram 14,2% na mesma comparação.
Em volume as exportações foram de 4,2 milhões de toneladas, 0,8% acima do primeiro trimestre de 2016. "Apesar disso, a perspectiva é de que o déficit seja estável no transcurso do ano (entre US$ 22 bilhões e US$ 24 bilhões) pelo fato de os preços médios de importados continuarem em baixa de mais de 30% em relação àqueles verificados nos últimos anos", diz a Abiquim em nota à imprensa.
Os intermediários para fertilizantes tiveram elevação de 46,5% em valor e de 66,5% em volume de importação, com compras de US$ 1,6 bilhão e de 6,9 milhões de toneladas no primeiro trimestre. Por outro lado, a pauta externa teve como destaque as resinas termoplásticas, com vendas de US$ 612,7 milhões no período, aumento de 8,1% sobre os primeiros três meses de 2016.
"Os resultados da balança comercial de produtos químicos no primeiro trimestre deste ano são particularmente preocupantes, pois, enquanto se observa uma lenta e gradual recuperação da atividade industrial brasileira, as quantidades importadas de produtos químicos já são as mais altas de toda a história para o período, superiores a 10,8 milhões de toneladas, tomando o espaço que poderia estar sendo ocupado pelo produto nacional nesse momento de recuperação econômica", afirma a diretora de assuntos de comércio exterior da Abiquim, Denise Naranjo.
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