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Porto Alegre, segunda-feira, 24 de abril de 2017. Atualizado às 20h47.

Jornal do Comércio

Economia

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comércio exterior

Alterada em 24/04 às 20h49min

UE diz que negociações com Mercosul serão intensificadas no 2º semestre

O embaixador da União Europeia no Brasil, João Cravinho, disse nesta segunda-feira, 24, que as negociações visando ao acordo de livre comércio entre o bloco europeu e o Mercosul vão se intensificar no segundo semestre. A intenção das partes é chegar a um acordo político em dezembro.
Após a reunião realizada no mês passado em Buenos Aires, novas rodadas de negociação estão marcadas para julho, em Bruxelas, e outubro - em local ainda a ser definido no Brasil ou novamente na capital argentina - e, por fim, em dezembro, quando se espera um acordo.
Depois disso, os blocos vão trabalhar mais um ano na redação final e na ratificação do acordo de livre comércio. Se tudo sair dentro do cronograma, Cravinho disse que o acordo entrará em vigor no início de 2019.
"Esse ritmo parece ser viável", disse o embaixador, após participar do fórum Espanha-Brasil, realizado na zona sul da capital paulista por ocasião da visita do primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, ao Brasil.
Segundo Cravinho, as partes devem "desamarrar" nas rodadas finais de negociação os temas mais difíceis, o que inclui a abertura do mercado europeu aos produtos agrícolas sul-americanos. "Nós sabemos que terá de haver concessões razoáveis de cada um dos lados para haver entendimento", disse o embaixador, acrescentando, porém, que vê vontade política das duas partes em se chegar a um consenso.
As eleições na Alemanha, marcadas para setembro, não devem ser um obstáculo, na opinião do embaixador. Segundo ele, as negociações com o Mercosul não têm sido um assunto polêmico para os alemães.
Da mesma forma, Cravinho diz que, embora consuma grande parte dos trabalhos dos negociadores europeus, o Brexit, como ficou conhecida a saída do Reino Unido da União Europeia, não atrapalha porque os técnicos envolvidos na negociação do acordo com o Mercosul são outros. "As pessoas que fazem esse trabalho não têm nada a ver com as que fazem o trabalho do Brexit", diz.
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