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Porto Alegre, terça-feira, 18 de abril de 2017. Atualizado às 20h36.

Jornal do Comércio

Economia

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Negócios Corporativos

18/04/2017 - 19h25min. Alterada em 18/04 às 20h37min

Rede Farmácias Mais Econômica entra com pedido de recuperação judicial

Rede tem 100 pontos em operação e 850 funcionários em 52 cidades gaúchas

Rede tem 100 pontos em operação e 850 funcionários em 52 cidades gaúchas


MAIS ECONÔMICA /DIVULGAÇÃO/JC
A Farmácias Mais Econômica ingressou nesta terça-feira (18) com pedido de Recuperação Judicial na Justiça de Porto Alegre. Em nota, a rede diz que a medida "permitirá sanar a empresa, restabelecer a normalidade das operações, repor o estoque de produtos e preservar empregos".
A Mais Econômica tem 140 filiais, sendo que 100 estão em operação em 52 municípios. São 850 funcionários. Segundo a rede, as lojas poderiam empregar mais de 2 mil pessoas, considerando os tipos de programas, como o farmácia popular.
O pedido seria efeito "de dificuldades financeiras decorrentes da gestão temerária e obrigações não contabilizadas por sua antiga controladora, a BR Pharma, holding farmacêutica do banco BTG Pactual". A situação teria gerado restrições à tomada de financiamento, levando à interrupção no pagamento de fornecedores, afetando o abastecimento de lojas e levando ao atraso de salários. Os novos donos da rede alegam que o faturamento em 2016 caiu a R$ 296 milhões, abaixo dos R$ 466 milhões de 2015.
Em novembro de 2015, a rede foi comprada pelos sócios da VertiCapital, do BTG Pactual, e ja teria problemas de gestão e de caixa, com prejuízos acumulados de cerca de R$ 300 milhões, informam os novos donos. Demonstrações financeiras auditadas entregues à nova administração pela Brasil Pharma e BTG em 2016 teriam revelado "inúmeras inconsistências, como dívidas não-declaradas, aluguéis de lojas não contabilizados e obrigações existentes não refletidas na contabilidade". Em março de 2017, a Mais Econômica ingressou na Justiça com uma ação indenizatória contra os dois ex-donos alegando abuso de poder de controle e gestão temerária. O valor da ação pode superar os R$ 100 milhões, segundo a rede.
"Não viemos para fechar a empresa, mas para fazê-la crescer e aumentar o volume de negócios", disse Cauê Cardoso, presidente e sócio da Mais Econômica, que ainda faz questão de afirmar que "não somos investidores, somos empresários". A declaração mostra a busca por diferenciar a nova gestão da anterior, que tinha como um dos acionistas o maior banco de investimento da América do Sul.
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