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Porto Alegre, quinta-feira, 13 de abril de 2017. Atualizado às 08h18.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Bolsas da Ásia fecham sem direção única, após sinais positivos da China e Trump

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira (13), em meio a sinais de melhora na liquidez e no comércio externo da China e após comentários polêmicos do presidente dos EUA, Donald Trump.

Apagando perdas de mais cedo, os mercados chineses encerraram o pregão em tom positivo. O índice Hang Seng teve alta marginal de 0,07%, a 3.275,96 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 0,38%, a 2.014,67 pontos.

A recuperação na China veio após o banco central do país, o PBoC, injetar hoje 70 bilhões de yuans (US$ 10,18 bilhões) líquidos no sistema financeiro, interrompendo um período de 13 dias úteis consecutivos em que não atuou no mercado aberto.

Além disso, a balança comercial chinesa mostrou melhor desempenho em março, com um avanço anual de 16,4% nas exportações, que reverteu uma queda de 1,3% no mês anterior e veio bem acima da expectativa de uma alta de 4,9%. Como resultado, a China voltou a registrar superávit na balança em março, de US$ 23,93 bilhões, depois de mostrar um inesperado déficit de US$ 9,15 bilhões em fevereiro.

Na bolsa taiwanesa, o Taiex avançou 0,19% hoje, a 9.836,68 pontos, mas em Hong Kong, o Hang Seng recuou 0,21%, a 24.261,66 pontos.

Já em Tóquio, o Nikkei caiu 0,68%, a 18.426,84 pontos, em seu terceiro pregão negativo, ainda influenciado pela força do iene em relação ao dólar.

Durante a madrugada, o iene chegou a atingir máximas em cinco meses frente ao dólar, após Trump afirmar, em entrevista divulgada ontem pelo Wall Street Journal, que o dólar "está ficando muito forte". Segundo Trump, é difícil competir quando "o dólar está forte e outros países desvalorizam suas moedas".

Também ao WSJ, Trump afirmou que não mais chamará a China de manipuladora de moeda, uma vez que não quer prejudicar conversas com Pequim sobre a forma de confrontar a ameaça nuclear da Coreia do Norte. O republicano disse ainda preferir que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) mantenha as taxas de juros baixas. Desde o fim do ano passado, o Fed já elevou seus juros básicos em duas ocasiões.

Em outras partes da Ásia, o índice Kospi subiu 0,93% em Seul, a 2.148,61 pontos, após os números da China, que é um grande parceiro comercial da Coreia do Sul, enquanto o filipino PSEi avançou 0,37% em Manila, a 7.629,64 pontos. Ontem à noite, o BC sul-coreano decidiu manter sua taxa básica de juros em 1,25% pelo nono mês seguido.

Na Oceania, a bolsa australiana interrompeu uma sequência de quatro sessões positivas, pressionada pelo fraco desempenho de ações de mineradoras, que reagiram a uma queda recente nos preços do minério de ferro. Após tocar os maiores níveis em dois anos nos últimos dias, o S&P/ASX 200 recuou 0,7% em Sydney nesta quinta, a 5.889,90 pontos.
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