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Porto Alegre, quarta-feira, 12 de abril de 2017. Atualizado às 19h22.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 12/04 às 19h23min

Dólar recua em Nova Iorque após Trump dizer que moeda está 'ficando muito forte'

O dólar caiu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer em entrevista ao Wall Street Journal que a divisa "está ficando muito forte" e que ele preferiria manter os juros baixos.
No fim da tarde em Nova Iorque, o dólar caía a 109,16 ienes e o euro avançava a US$ 1,0662.
Na entrevista, Trump também disse que seu governo não rotulará a China como manipuladora cambial, em um relatório previsto para esta semana. O presidente americano ainda deixou em aberto a possibilidade de mudar sua posição durante a campanha sobre a presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Janet Yellen, quando disse que "o mais provável" é que não nomeasse ela para outro mandato à frente do BC.
Investidores têm ficado temerosos nos últimos dias diante das crescentes tensões entre os EUA, a Rússia e a Coreia do Norte. O governo Trump ameaçou tomar medidas contra Pyongyang, em meio aos temores sobre o programa nuclear norte-coreano. Trump também pediu que a China ajude, dizendo que a cooperação poderia ajudar o país asiático em seus termos de comércio com os americanos.
Na quarta-feira, o presidente chinês, Xi Jinping, falou por telefone com Trump, o que ajudou a acalmar os investidores. O won sul-coreano, que investidores venderam em meio a temores sobre a situação no país vizinho, se recuperou hoje ante o dólar.
Os EUA também dialogam com a Rússia, em meio a divergências entre os dois países sobre o regime da Síria. O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, acusou a Rússia de tentar encobrir um ataque com armas químicas na Síria, o que levou a um ataque com mísseis dos EUA contra uma base aérea síria.
Por ora, analistas dizem que os acontecimentos políticos têm se sobreposto às notícias econômicas. Analistas do Credit Suisse disseram que, na ausência de mudanças importantes no cronograma do aperto monetário do Fed, os acontecimentos políticos têm mais potencial para mexer no câmbio que as questões econômicas. Na agenda econômica, dados de vendas no varejo e inflação poderiam dar novas pistas sobre a saúde da economia americana.
Entre outras moedas, o euro avançou ante o dólar após a fala de Trump. A moeda comum tem sido pressionada nos últimos meses, com investidores temerosos com a eleição presidencial na França, que terá primeiro turno neste mês.
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