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Porto Alegre, terça-feira, 11 de abril de 2017. Atualizado às 17h41.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 11/04 às 17h44min

Juros curtos fecham em baixa à espera do Copom e longos sobem com exterior

Os juros futuros encerraram a sessão regular do segmento BM&F com sinais distintos. Enquanto a ponta curta fechou em baixa, refletindo as apostas para a política monetária nos próximos meses nesta véspera de decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), os trechos intermediário e longo terminaram entre a estabilidade e leve alta, influenciados principalmente pela cautela que prevaleceu no exterior.
O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (270.047 contratos) fechou com taxa de 9,615%, de 9,670% no ajuste de segunda-feira, 10. A taxa do DI janeiro de 2019 (186.415 contratos) encerrou a 9,38%, estável ante o ajuste anterior. O DI janeiro de 2021 (114.595 contratos) fechou com taxa de 9,83%, de 9,81%. A taxa do DI janeiro de 2023 (52.280 contratos) subiu de 10,05% para 10,09%.
Da abertura dos negócios até metade da manhã, as taxas mostravam queda, sustentada pelo otimismo com relação ao encontro do Copom, mas depois o mercado passou a reduzir posições vendidas na parte longa da curva, que então zerou o recuo, renovando máximas e mostrando viés de alta. "Os ativos de risco sentiram a abertura ruim do mercado nos EUA, o que gerou um movimento de sell off até o começo da tarde", lembrou o trader de renda fixa da Quantitas Asset Matheus Gallina. O movimento perdeu um pouco de força ao longo da tarde, mas ainda assim, as taxas longas fecharam com sinal levemente positivo.
A postura defensiva teve por base as tensões geopolíticas. A Coreia do Norte alertou nesta terça para um ataque nuclear contra os EUA diante de qualquer sinal ou provocação de um ataque norte-americano. Além disso, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou ter informações de que os EUA estão preparados para novos ataques na Síria, que teriam por objetivo culpar o presidente sírio Bashar al-Assad.
Internamente, as atenções seguem voltadas à decisão do Copom na quarta-feira com o mercado convicto na redução de pelo menos 1 ponto porcentual na atual Selic de 12,25%. Alguns players seguem arriscando apostas mais ousadas, de queda de 1,25 ponto.
Com a sessão regular já encerrada, o Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) divulgou com exclusividade que o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito contra nove ministros do governo Temer, 29 senadores e 42 deputados federais, entre eles os presidentes das duas Casas - como mostram as 83 decisões do magistrado do STF.
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