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Porto Alegre, segunda-feira, 10 de abril de 2017. Atualizado às 22h47.

Jornal do Comércio

Economia

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Comércio exterior

Notícia da edição impressa de 11/04/2017. Alterada em 10/04 às 20h39min

Exportações do agronegócio crescem 47,2% em março

Complexo soja registrou elevação de 329% no confronto com fevereiro

Complexo soja registrou elevação de 329% no confronto com fevereiro


/IVAN BUENO/ APPA/DIVULGAÇÃO/JC
Março registra um novo aumento nas exportações gaúchas provenientes do agronegócio. No total, foram comercializados US$ 737 milhões, o que representa um crescimento de 47,2% no valor e 78% no volume na comparação com fevereiro de 2017. Os dados são da Assessoria Econômica do Sistema Farsul. O complexo soja apresentou grande recuperação, registrando 329%. Apesar do momento turbulento, o grupo carnes também apresentou uma alta de 5,8%, tendo como principal responsável a carne suína (21%). O resultado poderia ser ainda melhor. As exportações de carnes iniciaram o ano com bastante força, totalizando US$ 305 milhões em janeiro e fevereiro, valor 29,89% maior do que no mesmo período de 2016. Com a Operação Carne Fraca, a assessoria econômica estima uma queda de US$ 30 milhões nas exportações de março, equivalente a - 6%.
O milho também teve resultado positivo, com 602% de aumento. Um salto de US$ 3,2 milhões para US$ 22,6 milhões o que puxou um crescimento de 14% no grupo cereais. Os grupos fumo e produtos florestais foram os que apresentaram queda de 29% e 12% respectivamente. Na comparação com março de 2016, foi registrada alta de 5,7%, o que representa um aumento de US$ 39,8 milhões. As exportações de soja atingiram 99%. Carnes cresceram 11% no valor exportado, apesar da queda no volume. Cereais (-44%), fumo (-49%) e produtos florestais (-44%) impediram um melhor resultado. As exportações do agronegócio representaram 56,3% do total comercializado pelo Rio Grande do Sul no último mês.

Superávit da balança em abril é de US$ 1,596 bilhão

A balança comercial brasileira fechou a primeira semana do mês de abril com superávit positivo de US$ 1,596 bilhão. As exportações ficaram em US$ 4,688 bilhões, com média de US$ 937,7 milhões ao dia, e as importações em US$ 3,092 bilhões, com média de US$ 618,5 milhões ao dia.
Em todo o ano de 2017, até o momento, as exportações somam US$ 55,151 bilhões e as importações, US$ 39,137 bilhões, com saldo positivo acumulado de US$ 16,014 bilhões para o superávit. Comparado com o mesmo período do ano passado, houve um aumento de 22,0% na média diária exportada.
Esse crescimento se deve, principalmente, ao crescimento nas vendas de três categorias de produtos: os semimanufaturados (como açúcar, ouro, óleo de soja, couros e peles), que cresceram 32% em vendas, saltando de US$ 91,8 milhões para US$ 121,2 milhões; os manufaturados (como automóveis de passageiros, veículos de carga e hidrocarbonetos), que aumentaram em 28,6% as vendas, uma alta de US$ 271,6 milhões para US$ 349,3 milhões; e os básicos (como soja em grãos, minério de ferro, carne suína, bovinos vivos, tripas e buchos de animais), que tiveram uma expansão de 14,9%, subindo de US$ 386,9 milhões para US$ 444,7 milhões.
Também houve aumento nas importações. A média diária da primeira semana de abril de 2017, de US$ 618,5 milhões, ficou 17,7% acima da média de abril de 2016.
 

Mercosul e UE querem acordo comercial anunciado em dezembro

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), Marcos Pereira, afirmou ontem que Mercosul e União Europeia (UE) querem que o acordo comercial entre as duas partes seja anunciado em dezembro. Segundo ele, há uma maior disposição dos europeus em acelerar as negociações, em razão da saída do Reino Unido da UE e a eleição de Donald Trump como presidente dos EUA.
"Vamos envidar todos os esforços para que em dezembro possamos anunciar o acordo fechado, pelo menos no nível político, os tópicos macro, para que no ano que vem os técnicos façam a finalização técnica e efetivamente possamos assinar até o fim do ano que vem", declarou o ministro, afirmando que o prazo de dezembro foi combinado com a comissária de comércio da UE, Cecilia Malmstrom, e demais membros do Mercosul.
O principal impasse, afirmou Pereira, está ligado a um pedido do governo brasileiro para que se aumente a cota para carne bovina e etanol. "A França e a Irlanda são muito resistentes", disse.
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