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Porto Alegre, segunda-feira, 10 de abril de 2017. Atualizado às 16h13.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 10/04 às 16h18min

Petróleo fecha em alta, com riscos geopolíticos e fechamento de campo na Líbia

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira, ainda refletindo os riscos geopolíticos, que se intensificaram desde que os Estados Unidos lançaram mísseis em uma base militar síria, na semana passada. Além disso, os investidores digerem o fechamento do maior campo petrolífero da Líbia por uma milícia local, após ter sido reaberto na semana passada.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em alta de 1,61%, a US$ 53,08 por barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), o petróleo tipo Brent para junho avançou 1,34%, a US$ 55,98 por barril. Foi a nona alta dos preços do petróleo nas últimas dez sessões.
Ameaças em uma das principais regiões do mundo para a produção de petróleo estão reforçando o sentimento de alta entre os investidores. Os preços subiram na semana passada devido à ameaça de um conflito na Síria, que se espalhou para países vizinhos, que são grandes exportadores da commodity. Além disso, o maior campo petrolífero da Lívia, Sharara, foi fechado novamente, após uma milícia local ter bloqueado o oleoduto, informou um integrante do Ministério do Petróleo líbio.
Grande parte dos ganhos do petróleo veio após os EUA terem lançado 59 mísseis em direção a uma base militar da Síria, alegando ser uma resposta a um ataque químico, supostamente patrocinado pelo governo de Bashar al Assad. Mesmo a Síria sendo um produtor marginal de petróleo, o movimento americano tem alimentado preocupações de possíveis retaliações contra o Irã e a Rússia, já que ambos renovaram seu apoio ao regime Assad.
Os preços, que já estavam em alta, receberam um novo impulso na manhã desta segunda-feira, após uma interrupção de petróleo na Líbia. O campo Sharara produzi cerca de 200 mil barris por dia e terá sua produção afetada por tempo indeterminado, uma vez que a duração do bloqueio é incerta.
A Líbia, que faz parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) foi isenta, no ano passado, de cortar sua produção. Com a interrupção, o país provavelmente não irá alcançar seus objetivos de produzir 800 mil barris por dia até o fim de abril, e de produzir 1,1 milhão de barris por dia até agosto, de acordo com o Commerzbank.
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