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Porto Alegre, segunda-feira, 10 de abril de 2017. Atualizado às 16h13.

Jornal do Comércio

Economia

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petróleo

Alterada em 10/04 às 16h16min

Moody's eleva rating da Petrobras de B2 para B1 e muda perspectiva para positiva

A agência de classificação de risco Moody's elevou o rating de longo prazo da Petrobras de B2 para B1. Além disso, alterou a perspectiva de estável para positiva. De acordo com a Moody's, a perspectiva reflete a expectativa de que, nos próximos 18 meses, a liquidez e o risco de crédito geral da companhia continuem a melhorar, o que poderia levar a mais elevações no rating.
A Moody's diz que o perfil de liquidez e as métricas financeiras da companhia brasileira devem melhorar ao longo dos próximos 12 meses, o que reduz o risco de crédito da Petrobras. A liquidez e as métricas financeiras melhoraram mais nos últimos trimestres como resultado do menor gasto com investimento em 2016 que o planejado, de ganhos com um gerenciamento operacional disciplinado e com a apreciação do real, que afeta positivamente os custos operacionais. Além disso, a Moody's citou a nova política de combustível, que elevou a flexibilidade da estatal. "O ambiente regulatório também melhorou no Brasil, o que apoia um melhor retorno sobre o investimento no curto prazo", argumenta a agência. A Moody's diz que a Petrobras mostrou compromisso com suas metas financeiras e operacionais, como mostrada nas recentes operações de refinanciamento de dívida, no uso disciplinado de dinheiro, no aumento da produção de petróleo e na queda nos custos.
Por outro lado, a Moody's diz que, mesmo com as melhoras, o risco de liquidez continua a ser uma preocupação. Entre os riscos, a agência cita o risco de execução do plano de negócios para 2017-2021 e atrasos potenciais na execução completa de seu plano de venda de ativos. Por outro lado, como fatores positivos a Moody's cita acordos com investidores individuais que mantinham disputas legais ligadas à investigação da Operação Lava Jato, bem como certa redução nas incertezas com acordos adicionais e o pagamento de multas, entre eles um acordo nos EUA.
O rating é apoiado pela base de reserva sólida da companhia e por seu domínio na indústria petrolífera brasileira, bem como por sua importância para a economia do Brasil. Ainda assim, a agência diz que a posição fiscal atual do governo brasileiro reduz a capacidade dele de apoiar a Petrobras de maneira suficiente para impedir um eventual default.
A agência diz que uma elevação no rating poderia ser considerada se a companhia levantar dinheiro suficiente por meio da venda de ativos ou de novos arranjos de dívida para reduzir a dívida e o refinanciamento de dívidas por vencer, além de fortalecer de maneira significativa sua perfil de liquidez enquanto também melhora seu desempenho operacional e financeiro. Por outro lado, caso ocorra uma deterioração no desempenho operacional ou aconteçam fatores externos que elevem o risco de liquidez ou a alavancagem da dívida dos níveis atuais poderia haver corte no rating. Outros motivos para isso seriam novidades negativas nas investigações de corrupção ou nos processos contra a empresa, que poderiam piorar significativamente seu perfil de liquidez ou financeiro, diz a agência.
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