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Porto Alegre, quarta-feira, 05 de abril de 2017. Atualizado às 11h23.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Notícia da edição impressa de 05/04/2017. Alterada em 05/04 às 11h26min

Centro de serviços da Philip Morris é inaugurado

Autoridades conheceram o prédio, que recebeu R$ 3,4 milhões

Autoridades conheceram o prédio, que recebeu R$ 3,4 milhões


Marcelo G. Ribeiro/Marcelo G. Ribeiro/JC
Guilherme Daroit
Local da única fábrica de cigarros da Philip Morris no Brasil (situada em Santa Cruz do Sul), o Rio Grande do Sul agora é sede, também, de outro braço da empresa. Fruto de um investimento de R$ 3,4 milhões, foi inaugurado ontem, com a presença de autoridades, o Centro de Serviços da fumageira, em Porto Alegre. A unidade será a responsável pelos departamentos de televendas e de suporte financeiro, atendendo a todo Brasil. Segundo a empresa, o empreendimento criou 60 novas vagas de emprego na Capital.
O presidente da Philip Morris Brasil, Wagner Erne, argumenta que a nova unidade é parte dos esforços de integração da companhia no País. O processo foi iniciado com a construção da nova fábrica em Santa Cruz, inaugurada em 2013. Com investimento de mais de R$ 120 milhões, a unidade no Interior congregou todas as etapas da produção dos cigarros, como embalagens e análises, por exemplo. A sinergia e os ganhos de produtividade trazidos pela centralização das atividades da empresa no Estado foram ressaltados.
"Quanto mais concentramos os setores, mais oportunidades de ascensão damos aos nossos colaboradores", afirma Erne. Ainda que veja uma combinação de elementos que tenham feito a empresa decidir por Porto Alegre, foram justamente os recursos humanos os atrativos mais destacados pelo executivo. "Há aqui no Rio Grande do Sul uma mão de obra qualificada, um ensino de alta qualidade em relação a outros estados, que poderemos utilizar", justifica o presidente.
Ao todo, 250 funcionários trabalham desde o início de março no prédio localizado no bairro Navegantes, na zona Norte da Capital. Nem todos são empregos novos porque também foram alocadas no Centro de Serviços as equipes de distribuição de cigarros no Estado, que já atuavam na Capital. As outras atividades, até agora, atuavam de maneira descentralizada pelo País.
Ao todo, a Philip Morris mantém, no Rio Grande do Sul, 1,6 mil dos 3 mil funcionários que emprega no Brasil. O Estado continua no planejamento da empresa. "Nossa proposta aqui é de longo prazo", defende Erne, que não descarta a transferência futura de outros setores da fumageira, com sede em Curitiba, para o Estado.
Presente à inauguração, o governador José Ivo Sartori saudou a iniciativa como "um momento importante para a sociedade gaúcha, para que volte a ter entusiasmo e autoestima para enfrentar o momento de desafios". Sartori defendeu que, na sua visão, o papel do governo é ajudar as empresas que queiram investir no Estado, e disse ser "gratificante saber que, mesmo com todas as dificuldades, as empresas arriscam novos caminhos".
O governador ainda ressaltou a importância da cadeia do tabaco para a economia gaúcha. Segundo a Philip Morris, a empresa adquire fumo de 6 mil pequenos produtores no Rio Grande do Sul, produção que, além de abastecer a fábrica, também é escoada para outra centena de países.
Já o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, como já se tornou habitual, aproveitou o momento para pedir a ajuda da iniciativa privada. "O poder público não funciona se a sociedade organizada não ajudar, inclusive com críticas construtivas", afirmou. O apelo, segundo o prefeito, tem o objetivo de buscar "novas alternativas para mudar nossa realidade", classificando a crise das finanças municipais como uma oportunidade para mudanças.
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