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Porto Alegre, terça-feira, 04 de abril de 2017. Atualizado às 16h40.

Jornal do Comércio

Economia

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indústria

Alterada em 04/04 às 16h40min

Desempenho industrial gaúcho tem alta de 3% em fevereiro

O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), divulgado nesta terça-feira (4) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), registrou alta de 3% em fevereiro, nos dados com ajuste sazonal. Segundo o levantamento, todos os indicadores que compõem o IDI-RS, à exceção da massa salarial real, cresceram no segundo mês do ano, na comparação com janeiro de 2017.
Desde outubro do ano passado, os indicadores mostram volatilidade, sem uma tendência de crescimento definida. "Após um longo período de recessão, a atividade da indústria gaúcha começa a se estabilizar , influenciada, nessa fase de transição, por notícias positivas no campo econômico, como a redução dos juros e da inflação", destacou o presidente da Fiergs, Heitor José Müller.
O faturamento real e as compras industriais, ambos com 3,9% de elevação, foram os indicadores que exerceram os maiores impactos positivos no mês. As horas trabalhadas na produção e a utilização da capacidade instalada (UCI) aumentaram 0,9% e 0,2 ponto percentual (para 79%), respectivamente, na comparação com janeiro. O emprego, por sua vez, também voltou a crescer: 0,4%. Apenas a massa salarial real caiu (0,7%).
“Há uma expectativa de recuperação lenta e gradual do setor nos próximos meses, isso só não ocorre mais rapidamente em função da demanda interna continuar em declínio e o cenário externo ainda impor dificuldades. Para a consolidação desse processo é fundamental a aprovação das reformas estruturais e do ajuste fiscal, com menos gastos e não mais impostos”, ressalta o presidente da Fiergs.
Na base de comparação anual, porém, a atividade industrial gaúcha ainda apresenta taxas negativas. O IDI-RS fechou em fevereiro a 36ª queda seguida: -2,8%. Nos dois primeiros meses de 2017, o índice acumulou perda de 2,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. O mau desempenho no primeiro bimestre do ano foi puxado por quase todos os indicadores. A exceção foi a UCI, que ficou estável com um grau médio de 77,1%. O faturamento real e as compras industriais recuaram 4,1% e 3,8%, respectivamente, enquanto as horas trabalhadas na produção registraram baixa de 3,5%. A massa salarial real recuou 3,3% devido, principalmente, ao menor nível de emprego (-2,3%).
O resultado dos 17 setores pesquisados no IDI-RS também é de retração no primeiro bimestre de 2017. Onze iniciaram o ano em queda, com as indústrias de Veículos automotores (-7,9%), Alimentos (-3,9%) e Tabaco (-18,8%) exercendo as maiores influências negativas. Os destaques positivos foram para Produtos de Metal (3,1%) e Couros e calçados (2,4%).
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