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Porto Alegre, segunda-feira, 03 de abril de 2017. Atualizado às 22h41.

Jornal do Comércio

Economia

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consumo

Notícia da edição impressa de 04/04/2017. Alterada em 03/04 às 20h47min

Porto Alegre perde mais duas lojas do Nacional

Filial da Wenceslau Escobar teve que limitar o acesso do público

Filial da Wenceslau Escobar teve que limitar o acesso do público


JONATHAN HECKLER/JC
Patrícia Comunello
Mais duas lojas do Walmart em Porto Alegre estão fechando as portas. São duas filiais da bandeira Nacional. Uma fica na rua Lucas de Oliveira, no bairro Auxiliadora, e outra na avenida Wenceslau Escobar, no bairro Tristeza, na zona Sul da capital gaúcha. A medida já era esperada, pois cumpre estratégia do grupo norte-americano de reduzir operações menores e focar as lojas que passarão a ter a bandeira Walmart.
A assessoria da rede informa que hoje são 100 pontos do grupo no Rio Grande do Sul, já sem as duas que estão sendo desativadas. Na Capital, além de oito lojas do Nacional (antes dos novos fechamentos eram 10), são ainda três do hipermercado BIG, um Sam's Club e um Maxxi-Atacado. Os pontos que estão sendo desativados devem ficar abertos até hoje, mas dependerá da oferta de itens.  
Os dois estabelecimentos entraram em liquidação de quase todos os itens, com descontos de mais de 60%. A clientela da vizinhança das lojas e também quem não costuma comprar no Nacional correu para os pontos. Na filial da Lucas de Oliveira, as pessoas saíam com carrinhos cheios e mais sacolas nas mãos. Nos caixas, longas filas se formaram para pagar pelos produtos.
A dona de casa que mora em um bairro vizinho ao Nacional da Lucas, como normalmente era chamado, Tereza Heffel soube no começo da manhã das promoções para o fechamento e correu ao súper. "Como tinha de vir ao supermercado, viemos aqui, mas vou sempre ao Zaffari", disse Tereza. Ovos de Páscoa com 60% até 70% de desconto foram disputados. A dona de casa encheu sacolinhas. O marido puxou um carrinho cheio de compras, e ela levou mais uma penca de sacolas nas mãos.
A funcionária pública Fabiana Machado deixou a filha no colégio e aproveitou para entrar na loja. "Comprei ovos, não sei quantos", admitiu Fabiana, que só lamentou o tempo de espera na fila. A funcionária pública disse que frequenta a loja e que esta fará falta na região. "Eles vinham melhorando nos últimos tempos", citou a cliente.
Um representante do Walmart que acompanhava o movimento e o fluxo de atendimento comentou que, com exceção de bebidas e produtos como arroz, feijão, as demais mercadorias serão todas liquidadas na loja. A intenção é abrir ainda nesta terça-feira (4), até as 17h, mas vai depender se sobrar produto. "Tive de fechar os portões, porque encheu muito", disse, por volta do meio-dia.        
Em nota, o grupo alegou que revisa constantemente suas unidades, "podendo fechar as que não apresentem desempenho satisfatório". Também diz que ofereceu aos funcionários a transferência a outras lojas da rede. "Quem não aceitou, receberá treinamento para recolocação profissional." A nota informa que o grupo investirá cerca de R$ 1 bilhão na transformação dos hipermercados da rede em três anos. A primeira ocorreu em Novo Hamburgo, onde uma loja BIG virou Walmart.
Mais duas lojas TodoDia serão abertas em 2017, mas não é informado o local. As medidas buscam, diz a rede, crescimento sustentável. No ranking 2017 da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o Walmart aparece em terceiro lugar, com receita bruta de R$ 29,4 bilhões em 2016, 0,34% acima do faturamento de 2015, que somou R$ 29,4 bilhões, praticamente sem nenhum crescimento nominal. No ranking de 2016, o Walmart se manteve em terceiro.
Alguns dos pontos fechados pelo Walmart foram locados e agora têm bandeiras do Asun, como na avenida Plínio Brasil Milano e na Rua da República. A da rua Miguel Tostes não foi ainda ocupada. Também continuam sem sucessor os pontos no Shopping Rua da Praia e Iguatemi, onde as filiais da rede foram encerradas no começo de 2017. 
 
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