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Porto Alegre, sexta-feira, 31 de março de 2017. Atualizado às 09h41.

Jornal do Comércio

Política

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operação lava jato

29/03/2017 - 21h33min. Alterada em 29/03 às 21h35min

Adriana Ancelmo é recepcionada com protesto em frente ao seu apartamento

Cerca de 40 pessoas protestaram a chegada de Adriana Ancelmo no bairro Leblon

Cerca de 40 pessoas protestaram a chegada de Adriana Ancelmo no bairro Leblon


Vladimir Platonow/ABR/JC
A advogada Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio Sergio Cabral (PMDB), chegou na noite desta quarta-feira (29), em seu apartamento no Leblon, na zona sul do Rio, onde passará a cumprir prisão domiciliar. A ex-primeira-dama do Estado deixou o Complexo Penitenciário de Gericinó (Bangu), na zona oeste do Rio, conduzida pela Polícia Federal em um veículo identificado, escoltado por outro. Em frente a seu apartamento, manifestantes criticavam a medida de prisão domiciliar para a advogada.
A Rua Arístides Espinola, onde fica o apartamento de Adriana, tem desde o início da tarde uma grande concentração de jornalistas e curiosos. Havia cerca de 40 pessoas quando Adriana chegou, e foi recepcionada por eles aos gritos de "ladra, volta pra cadeia". Algumas pessoas xingaram e jogaram garrafas plásticas na viatura policial.
O desempregado Edson Rosa, 47 anos, aguardava a chegada de Adriana Ancelmo com cartazes de protestos. Ele diz que costuma frequentar manifestações no Rio por não tolerar mais a corrupção: "Temos que mostrar nossa insatisfação". O porteiro do prédio de Adriana, que não se identificou, contou que, como a Justiça determinou que ninguém tenha acesso a internet ou telefone enquanto esteja dentro do imóvel de Adriana, uma caixa na entrada do prédio está sendo usada para que os quatro funcionários da família Cabral deixem seus celulares. Isso está ocorrendo há mais de três dias. Os filhos e familiares do casal também estão deixando seus aparelhos na portaria.
Acusada de integrar o esquema de corrupção liderado por seu marido, também detido, Adriana estava presa preventivamente em Bangu desde dezembro e foi autorizada a cumprir prisão domiciliar com base em uma norma do Código de Processo Penal que permite a mudança de regime de mulheres que tenham filho de menos de 12 anos e estejam cumprindo prisão preventiva. Adriana tem dois filhos, de 11 e 14 anos.
O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, emitiu nesta quarta o alvará de soltura de Adriana. Bretas autorizou a mudança para a prisão domiciliar em 17 de março, mas a decisão foi suspensa pelo desembargador Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Na última sexta-feira (24), a defesa de Adriana conseguiu a manutenção da decisão de Bretas no Superior Tribunal de Justiça.
Bretas encaminhou também nesta quarta-feira um comunicado ao desembargador Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. "Reitero os termos da decisão (de 17 de março) esperando que a mesma, caso mantida, possa servir de exemplo a ser aplicado a muitas outras acusadas grávidas ou mães de crianças que delas dependem e que respondem, encarceradas, a ações penais em todo o território nacional", escreveu no documento.
Com informações Agência Estado 
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Comentários
Luiz Afonso Barnewitz 31/03/2017 03h36min
O cartomante previu. Não há futuro para eles fora da cadeia. Mesmo com a escolta policial que a levou para o apartamento dela que deve ter sido comprado com dinheiro roubado e que a família dela ainda usa, a advogada adriana ancelmo foi recebida com vaias, xingamentos e garrafadas pelos cariocas que protestaram contra a injustiça feita que permite que a adriana cumpra o tempo da prisão preventiva dela em casa. O carioca não é mole. Essa tal de ancelmo já sacou que o lugar mais seguro é o Bangú.