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Porto Alegre, sexta-feira, 24 de março de 2017. Atualizado às 21h46.

Jornal do Comércio

Política

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PROTESTOS

24/03/2017 - 20h43min. Alterada em 24/03 às 21h49min

Vem Pra Rua e MBL voltam ao Parcão neste domingo para ato em defesa da Lava-Jato

Vem Pra Rua e MBL organizam novo protesto no Parque Moinhos de Vento

Vem Pra Rua e MBL organizam novo protesto no Parque Moinhos de Vento


FREDY VIEIRA/JC
Bárbara Lima
Os grupos Vem Pra Rua e o Movimento Brasil Livre (MBL) convocaram uma nova manifestação para este domingo (26), às 15h, no Parque Moinhos de Vento (Parcão), em Porto Alegre. As principais reivindicações são o fim da impunidade parlamentar, a defesa da Operação Lava-Jato e o fim do uso de dinheiro público para campanhas partidárias. A representante do movimento Vem Pra Rua no Rio Grande do Sul, Iria Cabrera, afirmou que o movimento não apoia o presidente Michel Temer, mas que não há motivos concretos para emplacar um “Fora Temer” no momento.
Os grupos viabilizaram os protestos de 2015 e 2016 contra a ex-presidente Dilma Roussef e agora focam a manifestação no Congresso Nacional. Segundo Iria, a lista fechada (votação em lista pré-estabelecida pelo partido em que os eleitos seriam os primeiros colocados dessa lista conforme o número de vagas que o partido conquistou na eleição) e a anistia do caixa 2 são as maiores rasteiras para qualquer possibilidade de renovação política, então, o objetivo é pressionar para que esses projetos não sejam aprovados. “A gente não vai aceitar isso de maneira alguma, pois vai ser a forma de perpetuar no poder os mesmos de sempre. Vai ser uma oligarquia. Se passar, a gente vai boicotar a lista inteira, seja PSDB, PMDB ou PT. O povo teria que ter esse compromisso”, disse.
Apesar de não estar em discussão o afastamento do presidente Temer, Iria disse que o povo tem muitos “inimigos” para lutar contra e que as pessoas precisam entender isso para que o movimento não esvazie. “As pessoas não entendem que a gente não tem um inimigo, temos muitos, mas não é toda a classe política. A gente tinha o impeachment da Dilma, mas o problema não é só o topo, é a base também. A gente sempre lutou pelas vias democráticas, o Temer só está ali porque ele era o vice-presidente e, simplesmente por seguir esse rito, ele assumiu. Até que surja um fato real (novo), ele vai continuar. A gente não apoia o Temer, a gente só não tem fatos concretos para emplacar o “Fora Temer””. Quando questionada sobre a possível cassação da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Iria afirmou que isso levaria menos de dois anos (período necessário para o afastamento de Dilma) e que, por essa razão, a pauta não é essa.
Outra grande questão envolvendo as manifestações de domingo é o fato do Governo Temer ter sete ministros citados na Lava-Jato, mas pouca indignação por parte desses movimentos. O Vem Pra Rua, conforme a representante, defende o fim do foro privilegiado para todos, mas os ministros citados já possuíam foro antes mesmo de assumirem e só trocaram de função. Quanto a outras pautas que diversos grupos atribuem a manifestação, como mudanças no Estatuto do Desarmamento, Iria ressaltou: “O MBL e o Vem Pra Rua apenas canalizam e organizam os protestos, isso não quer dizer, necessariamente, que apoiamos as pautas divergentes de outros grupos."
Para Iria, a Lava-Jato é o carro chefe das manifestações e é necessário defendê-la. Sobre uma possível parcialidade na Operação, ela respondeu: “Acho que há críticas em determinados momentos, mas o que ela [Lava-jato] fez pelo país, talvez só a história poderá mostrar o divisor de águas. ”
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