Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 24 de março de 2017. Atualizado às 13h10.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Orçamento Participativo

Notícia da edição impressa de 24/03/2017. Alterada em 23/03 às 22h42min

Prefeitura de Porto Alegre cancela OP neste ano

Marchezan (d) diz que novos investimentos dependem de verba extra

Marchezan (d) diz que novos investimentos dependem de verba extra


MARCO QUINTANA/JC
Bruna Suptitz
Após quase dois meses de conversa entre os representantes das comunidades no Orçamento Participativo (OP) - conselheiros e delegados - e a prefeitura de Porto Alegre, ficou decidido que, neste ano, não serão realizadas as assembleias regionais e temáticas, nem serão registradas novas demandas (que é a escolha de uma prioridade a ser executada no ano seguinte). A decisão foi apresentada nesta quinta-feira, durante o V Seminário Porto Alegre em Análise, que faz parte da programação da semana de aniversário da cidade.
A justificativa para essa decisão é a falta de recursos, e a proposta é que a comunidade defina, entre as demandas pendentes de cada região ou temática, o que ainda vale ser mantido como prioridade. "Há demandas pendentes da década de 1990, que talvez não faça mais sentido para aquela comunidade", explica Carlos Siegle de Souza, secretário adjunto de Relações Institucionais.
O mandato de delegados e conselheiros será estendido por mais um ano, e o formato deve voltar a ser atendido em 2018.
Conforme levantamento apresentado no seminário, das 9.268 demandas feitas entre 1990 (ano de lançamento do OP pela prefeitura de Porto Alegre) e dezembro de 2017 (prazo para conclusão das realizadas no ano passado), 6.873 foram concluídas, o que corresponde a 74,16% do total. Neste mesmo período, 2.395 demandas seguem pendentes, e são estes casos que o Executivo pretende priorizar.
Presente na abertura do evento, realizado no Cine Capitólio, o prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) informou que está buscando entidades ligadas ao governo para explicar a situação das finanças municipais, entre elas o OP. "Novos investimentos, se não forem realizados com recurso extra, não temos condição de fazer", disse, citando como exemplo que podem ser buscados recursos de programas federais e de parceria com a iniciativa privada.
Sobre o registro de novas demandas, Marchezan completou que "só farão no fim do ano que vem se mudar modelo. Se não, não vai sair dessa conversa construtiva, mas que não tem tido resultado". A proposta da prefeitura, aprovada pela maioria dos delegados e conselheiros em reunião do Conselho do Orçamento Participativo (COP) na terça-feira, divide opiniões.
Marilia Fidell, conselheira da Temática Habitação, Organização da Cidade, Desenvolvimento Urbano e Ambiental, defende que o importante é que as demandas sejam executadas. "Estamos em crise e temos que discutir um novo modelo", justificou, dizendo que o custo de realização das assembleias é muito alto. Para os próximos anos, ela antecipa que poderá ser debatida a realização de plenárias a cada dois anos.
A opinião divergente apareceu na manifestação do conselheiro Felisberto Seabra Luisi, da mesma temática. Para ele, cabe ao governo procurar formas de atender às demandas e captar recursos. "Perderemos a essência do processo. É na assembleia que o Orçamento Participativo acontece", sustentou. Defendendo que as demandas a serem concluídas são poucas se comparadas à totalidade do que já foi executado. Luisi critica que a "estrutura da prefeitura não está preparada para o OP".
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Nelson Gonçalves Guimarães 24/03/2017 12h28min
Triste fim !nNo dia ontem o ORÇAMENTO PARTICIPATIVO de Porto Alegre , sofreu mais um dos vários golpes recebidos por administrações totalmente descompromissadas pela democracia e participação da sociedade na administração pública, esta tão manchada e marcada pela corrupção generalizada em todas as suas instancia s. A somar-se a isto , a submissão de alguns conselheiros(as) delegados e delegadas, e parte do movimento social que é submetido a regra da moeda de troca de seus "administradores", A DEMANDA.nÉ sabido que a essência do processo, são as suas plenárias e o contato da população em relação as demandas da cidade, como afirma na reportagem o Conselheiro Felisberto Luisi. nDesta vez acertaram no coração do processo que retirou Porto Alegre da escuridão administrativa e politica e lhe deu visibilidade internacional e nacional.nNos anos que se seguiram enquanto o processo existia de forma plena e funcional a corrupção na cidade praticamente não existia , mas bastou o processo ser gerido por grupos voltados ao clientelismo e ao toma lá da cá , e vimos tanto o processo como a fiscalização da corrupção se extinguir, e voltar-mos a ter noticias não raras de corrupção em inúmeros setores da administração municipal.nPara as próximas gerações , restará a luta para uma futura recuperação deste processo administrativo de fiscalização e cogestão .