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Porto Alegre, quinta-feira, 16 de março de 2017. Atualizado às 08h44.

Jornal do Comércio

Política

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Mobilizações

Notícia da edição impressa de 16/03/2017. Alterada em 16/03 às 08h47min

Ato em Porto Alegre teve críticas a mudanças na aposentadoria e ao governo Sartori

Manifestantes protestaram na Esquina Democrática e ruas do Centro

Manifestantes protestaram na Esquina Democrática e ruas do Centro


MARIANA CARLESSO/JC
Carlos Villela, especial para o JC
Após atos de sindicatos na manhã de ontem, um protesto convocado pelo Bloco de Mulheres Contra a reforma da Previdência levou milhares de manifestantes à Esquina Democrática no final da tarde de ontem em Porto Alegre.
O ato, que seguiu até o Largo Zumbi dos Palmares, contou com a participação e pronunciamentos de entidades como a Central Única de Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul (Cpers) e Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa).
Além de representantes e membros de sindicatos, estavam presentes o ex-governador Olívio Dutra (PT), os deputados Pedro Ruas (PSOL), Adão Villaverde (PT) e Stela Farias (PT), a ex-vereadora Jussara Cony (PCdoB) e vereadores da bancada do PSOL de Porto Alegre.
Entoando gritos como "Previdência fica, Temer sai", repetidos pelos manifestantes, as organizadoras do protesto falavam no carro de som sobre as mobilizações que ocorriam ao mesmo tempo em outras cidades do País, como em Belo Horizonte, que, segundo a organização, reuniu 100 mil pessoas. Em São Paulo, a CUT afirma ter chegado a 250 mil pessoas presentes por volta das 19h.
Em pronunciamento, uma representante do Cpers-Sindicato criticou o governador José Ivo Sartori (PMDB) e enfatizou a greve do magistério que também teve início ontem.
A professora Simone Fontes, que leciona em Camaquã, na Metade Sul do Estado, veio junto com outros professores para participar do ato. "Dou aula em escolas do município e do Estado faz 20 anos e, com a reforma, vou ter que trabalhar muito mais do que já trabalhei até aqui", comenta. Simone diz perceber que muitas pessoas da comunidade, incluindo alunos e pais, não estão a favor da greve e não apoiam os protestos, pois "não compreendem a gravidade da situação".
O engenheiro Luiz Antonio Grassi, 75 anos, segurava um cartaz contrário à reforma da Previdência. Aposentado da Corsan há 18 anos, Grassi era um dentre dezenas de idosos que fizeram parte da manifestação. "É inadmissível que o direito de aposentadoria que eu tive não se aplique a outras pessoas. Eu vim aqui garantir que os outros também participem da cidadania", disse.
O ato dá continuidade a um dia de protestos realizados também no interior no Estado, que teve caminhadas de municipários nas principais ruas de Porto Alegre, bloqueios de trânsito em Caxias do Sul e Sapiranga e interrupção da circulação de ônibus em Passo Fundo. Até o fechamento da reportagem, não havia sido divulgado o número de manifestantes.
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