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Porto Alegre, quarta-feira, 08 de março de 2017. Atualizado às 20h41.

Jornal do Comércio

Política

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Operação Greenfield

Alterada em 08/03 às 20h44min

Ex-sócio de Joesley, Mario Celso é solto na nova fase da operação Greenfield

Alvo de um mandado de prisão temporária nesta quarta-feira (8), o ex-sócio do empresário Joesley Batista, dono da holding J&F, Mario Celso Lopes foi solto nesta tarde após depor à Polícia Federal no interior de São Paulo na segunda fase da Operação Greenfield, que investiga fraudes em negócios de fundos de pensão com grandes grupos empresariais. A liberação ocorreu após o juiz Vallisney de Souza, responsável pela operação na Justiça Federal do DF, acatar um pedido da defesa do empresário pela sua soltura.
A Procuradoria aponta que Mario e Joesley estariam "arquitetando meios a fim de influir ou dificultar a investigação". Segundo os investigadores, o proprietário da Holding J&F teria tentado comprar o silêncio de Mario por meio de alterações contratuais em uma sociedade entre os dois que teria rendido dinheiro ao executivo.
Em novembro do ano passado, após a deflagração da Operação Greenfield, a Eldorado Celulose, de Joesley, firmou um contrato de R$ 190 milhões com a Eucalipto Brasil, que pertence a Mario Lopes. Menos de um mês após o fechamento do negócio, foi retirada uma cláusula do contrato, o que beneficiou Lopes em detrimento da Eldorado e dos sócios minoritários, Funcef e Petros.
O MPF suspeita que a retirada foi uma articulação com o propósito de "comprar o silêncio" de Lopes, pois ele conheceria as irregularidades envolvendo o recebimento dos recursos dos fundos de pensão. Para os investigadores, as movimentações acionárias e negociações que viabilizaram os investimentos feitos pelos dois fundos de pensão beneficiaram Mário Celso Lopes e seu filho e sócio Mário Celso Lincoln Lopes.
A PF também cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em endereços ligados Lopes e ao filho dele, Mário Celso Lincoln Lopes. Os dois são sócios da Eucalipto Brasil. Conforme os investigadores, as medidas visam a recolher provas de que os envolvidos praticaram crimes como gestão fraudulenta de fundos de pensão que realizaram investimentos no Fundo de Investimentos em Participação (FIP) Florestal. O FIP recebeu aporte de cerca de R$ 550 milhões de Petros (Petrobras) e Funcef (Caixa) e, por isso, é um dos alvos da investigação iniciada em 2014.
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