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Porto Alegre, sexta-feira, 10 de março de 2017. Atualizado às 14h39.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 09/03/2017. Alterada em 08/03 às 23h58min

Governo e gestão

Miki Breier
Mais do que um modismo, todos compreendem que um bom governante é aquele que consegue realizar uma gestão de qualidade, que ofereça melhores serviços à comunidade. E para que estes serviços sejam realizados com eficácia, não se pode gastar mais do que se arrecada. Um gargalo importante para o equilíbrio das contas públicas é o percentual investido na folha de pagamento dos servidores. Na esteira desta preocupação é que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) criou um teto para o que pode ser destinado ao gasto com o funcionalismo. Em tempos de crise econômica acirrada, ações efetivas, que possam resolver o problema em sua raiz, se fazem necessárias. De um lado, todos os governantes querem aumentar suas receitas. Porém, diante de um cenário de desemprego e de economia negativa, isto não acontece a curto prazo. Uma medida, nem sempre simpática, é rever algumas vantagens concedidas ao longo do tempo aos servidores e servidoras. É evidente que todos precisam ser valorizados pelo concurso que realizaram e pelo seu trabalho cotidiano. Não há serviço público sem os que se dispõem a realizá-lo. No entanto, o serviço público, como o termo já indica, é serviço ao público, sua essência e razão de ser é satisfazer as necessidades do público. Assim, o servidor público e o serviço público são meios, e não fins em si mesmos. O governante precisa cuidar do público. Esta é a razão de ser de sua escolha pelos cidadãos e cidadãs. O poder público, a sociedade como um todo não pode comprometer a maioria do recurso arrecadado para a estrita manutenção da máquina pública. Seria uma inversão de valores. É preciso pensar e trabalhar para o conjunto da população, e não apenas para uma parcela. Ou isto não é uma verdade aceita pela maioria esmagadora dos cidadãos sem nenhuma objeção sequer? Sem equilíbrio financeiro, não poderá haver serviços de qualidade que atendam aos anseios da população, especialmente, a fatia mais desfavorecida. Como alguém já afirmou: "o segredo do fracasso é querer agradar a todos". Governar é contrariar interesses desde que, nesta ação, o bem comum seja priorizado.
Prefeito de Cachoeirinha (PSB)
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Comentários
Jorge Alves 10/03/2017 14h10min
Como esta pessoa se acha com moral em falar em gastos com funcionalismo público, e seu salário ser de R$ 27 mil, sendo um dos maiores salários do país, governando a 2 menor cidade do estado (CACHOEIRINHA /RS),e com 150 CCs, que ganham R$ 10 mil, o qual foi mudada a lei que não exige grau de escolaridade. Tirou todos os benefícios do funcionalismo público. Que vontade terá este servidor de trabalhar, sabendo que seus filhos vão ter que sair da faculdade, pois não vai conseguir pagar seu financ