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Porto Alegre, domingo, 26 de março de 2017. Atualizado às 22h10.

Jornal do Comércio

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Relações Internacionais

26/03/2017 - 20h55min. Alterada em 26/03 às 22h16min

Irã impõe sanções contra 15 empresas americanas

O Irã impôs sanções contra 15 empresas americanas, em retaliação ao governo de Donald Trump, que determinou restrições sobre empresas e pessoas supostamente ligadas ao programa de mísseis balísticos do país.
As novas tensões entre Irã e Estados Unidos podem dificultar os esforços regionais de pacificação, reverter a diplomacia nuclear com o Irã que havia na gestão de Barack Obama e até levar os países a um confronto mais direto.
O Irã está profundamente envolvido numa guerra civil da Síria há seis anos e é chave junto com os EUA em negociações internacionais para uma solução política. Durante o governo de Obama, o Irã chegou a um acordo nuclear com seis potências mundiais, incluindo os Estados Unidos, a caminho da reparação de um relacionamento desgastado.
Trump, no entanto, prometeu acabar com o acordo nuclear durante sua campanha eleitoral. No mês passado, ele postou no Twitter que o Irã estava "avisado" sobre seu programa de mísseis balísticos. O Irã também estava entre os países de maioria muçulmana cujos cidadãos foram impedidos de entrar nos EUA sob duas ordens executivas do governo Trump. Essas ordens foram suspensas por juízes federais.
As sanções do Irã no domingo se direcionaram principalmente a empresas de defesa americanas, incluindo a gigante de defesa Massachusetts Raytheon, a fabricante de armas de fogo Minnesota Magnum Research e o fabricante de armas de fogo de Illinois Lewis Machine e Tool, que supostamente ajudaram Israel, contribuindo para a instabilidade regional, de acordo com a Agência de Notícias oficial da República Islâmica, citando uma declaração do Ministério das Relações Exteriores.
Outras empresas sancionadas incluem a gigante imobiliária Re/Max Holdings, com sede em Denver, que, segundo o ministério, teve um papel nos assentamentos israelenses nos territórios palestinos. Re/Max e as outras empresas não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.
Negociações com as empresas nomeadas foram proibidas, disse o ministério, e seus ativos do país foram congelados. Além disso, representantes das empresas não podem mais ter acesso a vistos.
Não ficou claro se alguma das empresas tinha qualquer negócio em curso com o país ou quais ativos poderiam ser congelados.
Teerã chamou as sanções da administração Trump em fevereiro de uma afronta ao seu direito à defesa e uma violação do acordo nuclear de 2015. Com esse acordo - uma prioridade de política externa para a administração Obama - os EUA, a União Europeia e as Nações Unidas deram fim a muitas sanções contra o Irã, em troca de restrições em seu programa nuclear.
"A imposição de novas sanções pelos EUA se baseia em pretextos fabricados e ilegítimos e equivale a uma ação contra os regulamentos internacionais, bem como contra a palavra e o espírito do acordo nuclear", disse o Ministério do Exterior do Irã, de acordo com a agência estatal de notícias IRNA.
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