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Porto Alegre, quinta-feira, 09 de março de 2017. Atualizado às 13h46.

Jornal do Comércio

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Educação

Notícia da edição impressa de 09/03/2017. Alterada em 09/03 às 08h07min

Professores estaduais param a partir do dia 15

Segundo o Cpers/Sindicato, governo Sartori faz 'pressão insuportável' sobre os servidores

Segundo o Cpers/Sindicato, governo Sartori faz 'pressão insuportável' sobre os servidores


JONATHAN HECKLER/JC
Igor Natusch
Os professores e funcionários da rede estadual de ensino decidiram, na quarta-feira (9), entrar em greve a partir do dia 15 deste mês. A paralisação, por tempo indeterminado, atende a uma convocação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, que busca interromper as aulas em todo o País e já conta com adesão de outros estados. Cerca de 2 mil pessoas compareceram à assembleia que deflagrou a greve, realizada no ginásio Gigantinho, em Porto Alegre. Após a votação, os professores saíram em caminhada, rumo ao Palácio Piratini.
A principal reivindicação nacional refere-se à reforma da Previdência, que começa a tomar forma no Congresso. De acordo com a presidente do Cpers/Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, a reforma é "uma das coisas mais perversas" já aplicadas sobre a classe trabalhadora. "É inclusive um incentivo a que os jovens saiam da escola, quando a postura do governo deveria ser totalmente diferente. Ou começa a trabalhar aos 16 anos, ou não terá aposentadoria integral quando chegar aos 65 anos. Esse assunto é muito caro para nós", aponta.
Outros pontos exigidos referem-se ao pagamento do piso nacional ao magistério gaúcho, além da manutenção dos planos de carreira, a garantia do Instituto de Previdência do Estado (Ipergs) como órgão público e a nomeação de professores e funcionários concursados. Helenir também critica os parcelamentos de salário e a "pressão insuportável" que o governo de José Ivo Sartori está fazendo sobre os servidores estaduais - segundo ela, uma perseguição com o objetivo de enfraquecer a categoria.
"Professores que fizeram greve, que são lideranças em suas comunidades, começaram a 'sobrar' nas escolas. É muito estranho, uma coincidência enorme", ironiza. "Ameaçam os professores que estão em convocação, com contrato emergencial, caso façam greve. Mas o governo que nos aguarde, pois queremos mesa de negociação, sim", acentua.
A presidente do Cpers considera que a greve deflagrada em dezembro foi "o maior sucesso", mesmo com baixo número de escolas fechadas. Segundo ela, o principal objetivo, que era fazer uma mobilização contra o pacote de medidas proposto por Sartori no fim do ano, foi atingido. "Agora, vamos buscar a greve de massa, mas a paralisação tem também outro objetivo: queremos enlouquecer todos os deputados federais e estaduais desse Estado. Não vamos dar descanso para eles", reforça.
Para pressionar os parlamentares a não aprovar a reforma da Previdência e as medidas pendentes do pacote de Sartori, estão previstas ações como escrachos e acampamentos em frente a residências, além da distribuição de panfletos e cartazes. Atos de vigília em novas votações do pacote estadual também devem ocorrer. Outra estratégia é a construção de comitês em bairros e municípios, unificando escolas e demais sindicatos opostos às propostas governamentais.
O primeiro ato programado para o dia 15 buscará simbolizar as ameaças que o Cpers tem denunciado. Pela manhã, será feita uma manifestação em frente à escola Costa e Silva, no bairro Medianeira, em Porto Alegre. O professor José Morais foi desligado do corpo docente após alterar o nome da escola no cabeçalho das avaliações, adotando o termo "ditador". No ato, que pede a reintegração do educador, serão definidos também os integrantes do comando de greve.
Em nota, a Secretaria Estadual de Educação qualificou a greve como "inoportuna", alegando que o ano letivo começou há poucos dias e que uma paralisação pode prejudicar mais de 900 mil estudantes gaúchos. O governo reforça ter pago o completivo do piso do magistério referente ao período de 2015 a 2017, além da alteração de nível dos docentes. "A secretaria confia que os nossos professores estaduais permanecerão em sala de aula, em respeito aos alunos e à comunidade escolar", conclui o texto.
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Comentários
Rodrigo Brambilla 09/03/2017 08h08min
Isso é bom. A partir do dia 15 as crianças não terão mais aulas de ideologia de gênero, marxismo e "educação" sexual. Escola no Brasil virou sinônimo de baderna mesmo.