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Porto Alegre, domingo, 12 de março de 2017. Atualizado às 22h16.

Jornal do Comércio

Expodireto 2017

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Previdência

Notícia da edição impressa de 13/03/2017. Alterada em 12/03 às 11h25min

Agricultores recusam reforma em audiência pública durante a Expodireto

Mais de 500 pessoas assistiram ao debate por meio de um telão

Mais de 500 pessoas assistiram ao debate no lado de fora do complexo por meio de um telão


Patrícia Comunello/ESPECIAL/JC
A audiência superlotada de agricultores mostrou a oposição do setor à proposta de reforma da Previdência Social, apresentada pelo governo Temer e que tramita na Câmara dos Deputados. "Foi a maior plenária pública da Comissão de Agricultura realizada na Expodireto", fez questão de frisar a senadora gaúcha Ana Amélia Lemos (PP), que comandou a cena. "É a primeira vez que vejo as pessoas ficarem até o final, sem arredar o pé", elogiou a senadora.
As críticas à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 287 foram consenso. Nas manifestações, ficou claro que a intenção é alterar as disposições, buscando tratamento diferenciado para quem está no campo. O auditório tinha capacidade para 300 pessoas, e mais de 500 assistiram no lado de fora do complexo por meio de um telão.
Com cartaz alertando que a mudança vai piorar a vida das pessoas, diz que, quando puder se aposentar, não vai poder aproveitar. "Trabalho desde os 12 anos. O serviço da agricultura é pesado, levanto cedo, as vacas não esperam", justifica a agricultora Marinei Gniech, com 35 anos. Dirigentes de entidades, parlamentares e especialistas em Previdência manifestaram-se contra a reforma no seu formato original, embora tenham divergido em relação a dois pontos: extinção da PEC ou implementação das mudanças estruturais com emendas.
Segundo a presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário, Jane Lucia Wilhelm Berwang, pelo atual sistema, em que o produtor desconta 2,1% do valor da comercialização da produção, a arrecadação no Brasil é de 7,1 bilhões. Pela proposta do governo, o agricultor passará a pagar um índice entre 5% e 11%. No primeiro caso, seriam necessários 5 milhões de contribuintes para chegar a manter a atual arrecadação. No segundo, 11 milhões.
Para o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag), Carlos Joel da Silva, a PEC 287 precisa "ser sepultada", pois a Previdência tem superávit todos os anos, ao contrário da campanha do governo, que, na sua visão, faz terrorismo na mídia. "Os trabalhadores rurais representam 12% das contribuições. E financeiramente recebem 8% de todo o bolo. Quem quebra a Previdência não é quem ganha um salário-mínimo, mas quem recebe até R$ 200 mil", destacou Silva.
O presidente da Expodireto Cotrijal, Nei César Mânica, avaliou que a audiência pública demonstrou que o evento se consolidou como um palco de defesa dos agricultores. Ana Amélia se disse satisfeita com a repercussão e que encaminhará as ideias e propostas quando a PEC chegar ao Senado.
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