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Porto Alegre, segunda-feira, 10 de abril de 2017. Atualizado às 12h13.

Jornal do Comércio

Economia

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INVESTIMENTOs

Notícia da edição impressa de 10/04/2017. Alterada em 09/04 às 21h14min

Green card é possível para quem empreender nos EUA

Após dois anos do negócio, visto permanente pode ser solicitado

Após dois anos do negócio, visto permanente pode ser solicitado


/GETTY IMAGES/AFP PHOTO/JC
Amanda Jansson Breitsameter e Carolina Hickmann
Apesar das mudanças anunciadas recentemente pelo governo dos Estados Unidos dificultando a emissão de vistos, as leis de imigração preveem cerca de 50 diferentes categorias de vistos para imigrantes, disponíveis para brasileiros. Algumas das possibilidades estão diretamente ligadas a investidores e gestores.
Um investidor com possibilidade de fazer um aporte financeiro de US$ 500 mil a US$ 1 milhão em projetos pré-aprovados pelo governo americano, ou para o desenvolvimento da própria empresa nos Estados Unidos, recebe autorização de residência para si, cônjuge e os filhos solteiros menores de 21 anos. Em média, em 18 meses, pode-se obter o Greencard provisório.
O tipo de visto a ser solicitado nestes casos é o EB-5, que nos últimos cinco anos teve aumento de concessões em mais de 800%. Em 2011, 16 brasileiros receberam a permissão, em 2016 o número foi elevado para 150. Após dois anos o investidor poderá entrar com o pedido de Green card definitivo para efetivar a permanência no país. O processo leva em consideração a viabilidade do empreendimento iniciado três anos antes. As regras sobre espécie e localidade do empreendimento são bastante rigorosas.
A diretora da LCR Capital Partners, Juliana Cunha, especializada em vistos para investidores, comenta que o visto de trabalho e o turístico foram afetados pela política adotada pelo presidente Donald Trump, mas não o EB-5. "Ele é considerado mais aderente à política do governo, por atrair um imigrante qualificado financeiramente."
Essa modalidade de migração também inclui a possibilidade de investimento em empresas pré-aprovadas pelo órgão de imigração para gerir esses recursos, eliminando o risco de abertura de um novo empreendimento. Juliana diz que, pela falta de garantias no outro processo, 95% do mercado opta por essa modalidade. "A grande maioria não quer correr o risco do negócio em um país diferente, no qual não se tem domínio das leis trabalhistas ou tributárias", argumenta.
Os brasileiros com dupla cidadania podem tentar encontrar uma solução mais barata. Segundo o sócio da imobiliária Elite International Realty Léo Ickowics, dezenas de países têm convênio com os Estados Unidos que diminuem significativamente o valor a ser investido. Com dupla cidadania europeia, por exemplo, o valor do aporte cai para US$ 150 mil.
Além do EB-5, o visto L-1 também favorece o empresariado. Empresas de médio porte e multinacionais com faturamento anual de US$ 1 milhão que desejam operar em solo estadunidense, com permissão para que os executivos estrangeiros administrem a empresa, necessitam do visto L-1, que tem possibilidade de renovação em dois anos. O processo deste visto é de duas fases: uma que se inicia nos Estados Unidos com o setor de imigração, e a segunda em um consulado ou embaixada americana no Brasil ou ainda diretamente nos Estados Unidos, caso o imigrante esteja residindo lá. Diferentemente do EB-5, o L-1 é temporário e sua estabilidade depende de sua posição na empresa.
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Comentários
PAULO 10/04/2017 11h58min
POIS É,.......ENQUANTO LÁ, SÓ ENTRA COM UMA MALA DE DINHEIRO!.....AQUI NO BRASIL, OS IMIGRANTES ENTRAM COM UMA MALA VAZIA.