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Porto Alegre, quinta-feira, 30 de março de 2017. Atualizado às 21h25.

Jornal do Comércio

Economia

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VAREJO

30/03/2017 - 21h07min. Alterada em 30/03 às 21h26min

Vendas do varejo têm queda de 0,7% em janeiro

As vendas no comércio varejista voltaram a decepcionar no primeiro mês do ano. O volume vendido recuou 0,7% em janeiro ante dezembro, após já terem diminuído 1,9% no mês anterior, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Comércio divulgados nesta quinta-feira (30), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A perda foi bem mais aguda do que as previsões mais pessimistas do mercado financeiro. A mediana das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast era de um crescimento de 0,6%. A frustração com o resultado confirmou a expectativa de uma recuperação gradual da atividade econômica e a aposta em um corte mais acentuado na taxa básica de juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).
A despeito do mau desempenho de janeiro, há expectativa de recuperação das vendas nos meses seguintes, especialmente a partir do segundo semestre, segundo a consultoria Tendências. "As condições para esta melhora já estão dadas, diante da forte queda da inflação e do processo em andamento de redução das taxas de juros. Os fundamentos devem ser reforçados nos próximos meses, a partir dos impactos sobre massa de renda, mercado de crédito e confiança dos consumidores", avaliou João Morais, analista da Tendências, que prevê um crescimento de 0,9% no varejo em fevereiro ante janeiro.
Segundo o economista Everton Carneiro, da RC Consultores, a redução da taxa de juros só deverá impactar positivamente o desempenho do varejo no segundo semestre, quando a Selic estaria por volta de 10%. Segundo ele, o que mais pesa contra o resultado do comércio atualmente é o desemprego. "A massa de salários hoje está em R$ 180 bilhões ao mês. Em janeiro do ano passado, era de R$ 182,8 bilhões", lembrou.
A redução de 0,7% nas vendas do varejo foi causada por perdas disseminadas. Seis das oito atividades pesquisadas tiveram resultados negativos. A queda só não foi mais acentuada porque o setor de supermercados - atividade de maior peso na estrutura do varejo - teve avanço de 0,2% no período.
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