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Porto Alegre, quarta-feira, 29 de março de 2017. Atualizado às 18h36.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 29/03 às 18h36min

Juros fecham em queda, à espera de contingenciamento e relatório do Banco Central

Os juros futuros encerraram a sessão regular da BM&FBovespa em baixa nesta quarta-feira (29), influenciados pela expectativa em torno do anúncio da estratégia do governo para cobrir o rombo de R$ 58,2 bilhões do Orçamento deste ano e da divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), amanhã, e em linha com o bom desempenho de ativos de países emergentes hoje no exterior. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 encerrou em 9,825%, ante 9,850% no ajuste de ontem, com 236.035 contratos. A taxa do DI janeiro de 2019 (283.335 contratos) caiu de 9,46% para 9,43% e a do DI janeiro de 2021 (105.615 contratos) passou de 9,91% para 9,88%.
A divulgação do corte no Orçamento de 2017 deve ocorrer ainda hoje e a expectativa é de um contingenciamento em torno de R$ 30 bilhões, para cobrir parte do rombo de R$ 58,2 bilhões este ano. A outra parte deve ser composta por receitas da reoneração da folha de pagamentos e de decisões judiciais, incluindo a questão dos precatórios e de hidrelétricas. Um aumento de impostos também está nas contas, mas a aposta do mercado é de que o governo não deve optar por impostos inflacionários, como PIS e Cofins, que poderiam inibir um corte mais agressivo da Selic.
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse em evento em São Paulo que um aumento de impostos para cumprir a meta de déficit fiscal de R$ 139 bilhões este ano já não é tão inevitável hoje como era na semana passada, segundo fontes que participaram da apresentação em evento do Bank of America Merrill Lynch (BofA) ouvidas pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo EStado. O ministro não descartou o aumento dos tributos e afirmou que isso seria definido em Brasília.
Pela manhã, os juros futuros até chegaram a reagir, com forte recuo, a uma entrevista do presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, ao site The Nikkei, mas depois devolveram parte do movimento depois que o BC esclareceu tratar-se de uma entrevista feita no início de março. Ilan sinalizou que cortes maiores na taxa básica de juros, a Selic, são uma opção para o Banco Central brasileiro.
Para o RTI, a percepção é de que o documento deve consolidar a aposta de aceleração do ritmo de queda da Selic em no mínimo 1 ponto porcentual nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), dado o cenário de inflação e atividade fracas e dólar bem comportado.
No exterior, a taxa da T-Note de dez anos mostrava forte recuo, para a casa dos 2,383%, e o dólar mostrava baixa ante moedas de países emergentes.
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