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Porto Alegre, quinta-feira, 30 de março de 2017. Atualizado às 00h39.

Jornal do Comércio

Economia

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consumo

Notícia da edição impressa de 30/03/2017. Alterada em 29/03 às 22h24min

Desinflação deve impulsionar o crescimento das vendas, afirma economista

Patrícia frisou a importância de renegociar prazos com fornecedores

Patrícia frisou a importância de renegociar prazos com fornecedores


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Adriana Lampert
Em um cenário onde as incertezas são grandes no ambiente político interno e também internacional, a retomada do crescimento da economia brasileira deverá ocorrer de forma frágil e lenta. A avaliação é da economista-chefe da Fecomércio-RS, Patrícia Palermo, que palestrou a convite do Sindilojas Porto Alegre sobre o futuro da economia e seu impacto  para o varejo no Rio Grande do Sul. A especialista justifica a sentença, lembrando que, ainda que positivo, o crescimento do PIB (que há dois anos vem estagnado e, segundo o governo, deve registrar alta de 0,5% em 2017) tem dimensões pequenas. Por outro lado, ela pondera que a "desinflação" da economia, com os preços subindo em um ritmo mais lento, gera a possibilidade de queda da taxa de juros, o que será positivo para seu crescimento.
Realizado na Fundação Iberê Camargo, o evento Café com Lojistas, promovido pelo Sindilojas, teve como tema A economia e sua perspectiva para os próximos anos. De acordo com a palestrante, o pessimismo tem diminuído e os números estão "menos ruins" a cada dia. "Para aproveitar o processo de retomada do crescimento, os lojistas devem atentar para a revisão de estratégias, incluindo o mix de produtos e o entendimento de que houve uma mudança de comportamento do consumidor", afirmou Patrícia. A economista destacou que esse é o momento para avaliar o engajamento e a qualificação das equipes de trabalho, verificando se as pessoas envolvidas têm as características necessárias para a vaga que ocupam.
"O desemprego está elevado, e muitos profissionais estão procurando uma ocupação, incluindo muitas pessoas capacitadas, que buscam se recolocar no mercado de trabalho", apontou a especialista, frisando que este é o momento para as empresas reestruturarem suas forças de trabalho. "Aqueles que tiverem capacidade de realizar demissões com vistas a contratações de pessoas mais qualificadas podem aproveitar este processo", sugere Patrícia. Para a economista, entender as necessidades dos clientes e buscar atender suas expectativas será um diferencial. "As vendas devem ser focadas no que o consumidor deseja, e não no que o lojista deseja para o consumidor."
Patrícia lembrou da importância de renegociar prazos de pagamentos com fornecedores, adequando os caixas. "O momento também é propício para renegociar aluguéis, tendo em vista que muitas lojas fecharam as portas, cenário que facilita a argumentação para os ajustes." Do ponto de vista dos financiamentos, a economista observa que o custo financeiro difere de banco para banco. "Os lojistas precisam fazer uma pesquisa para decidir onde conseguir dinheiro necessário para quitar dívidas ou fazer capital de giro."
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