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Porto Alegre, terça-feira, 28 de março de 2017. Atualizado às 18h04.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 28/03 às 18h09min

Frustração com Yellen e indefinição de Orçamento levam dólar a subir 0,35%

O mercado de câmbio brasileiro operou nesta terça-feira (28), em cima de dois eventos que acabaram não acontecendo. A presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, não falou sobre política monetária no seu pronunciamento nesta tarde e o governo brasileiro adiou novamente o anúncio de contingenciamento e aumento de impostos. Ainda assim, o dólar fechou em alta ante o real, com os investidores preferindo manter a postura cautelosa
O dólar à vista no balcão terminou com ganho de 0,35%, a R$ 3,1400, após oscilar entre a mínima de R$ 3,1228 (-0,20%) e a máxima de R$ 3,1450 (+0,50%). Trata-se da quinta alta nos últimos seis pregões. O giro registrado na clearing de câmbio da BM&FBovespa foi de US$ 1,462 bilhão. No mercado futuro, o dólar para abril avançava 0,40% por volta das 17h15, a R$ 3,1445. O volume financeiro somava US$ 14,346 bilhões.
Apesar de Yellen não ter comentado sobre política monetária, outros dirigentes do Fed falaram sobre o assunto. O vice-presidente da instituição, Stanley Fischer, disse que vê mais dois apertos este ano. A presidente da unidade de Kansas City, Esther George, pediu por novas altas nas taxas de juros, mas afirmou que a elevação deve ocorrer de maneira "gradual e deliberada". "Temos tido, por muito tempo, juros muito baixos, e eu não quero mover essas taxas rapidamente e chocar a economia", disse. Já o presidente da regional de Dallas, Robert Kaplan, também afirmou que "uma trajetória gradual é a mais apropriada". "É muito importante que nós façamos isso de maneira paciente e gradual", ressaltou.
Enquanto isso, internamente segue a incógnita sobre o que o governo deve anunciar em termos de cortes de gastos e aumentos de impostos. A definição seria hoje, mas acabou sendo adiada para amanhã. Segundo fontes, a equipe econômica quer acabar com o benefício da desoneração da folha para todos os setores. Também há a possibilidade de um reequilíbrio da tributação do IOF, garantindo maior isonomia tributária. A expectativa do governo é que as receitas extras com elevação da carga tributária cheguem a cerca de R$ 10 bilhões este ano.
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