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Porto Alegre, terça-feira, 28 de março de 2017. Atualizado às 17h14.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 28/03 às 17h16min

À espera do contingenciamento, juros fecham em leve alta pautadas pelo exterior

Os juros futuros fecharam a sessão entre a estabilidade, nos contratos de vencimento curto, e leve alta nos de médio e longo prazos, com o mercado à espera do anúncio do contingenciamento, com provável aumento de impostos, do Orçamento de 2017, e também influenciado pela melhora do apetite pelo risco no exterior, que puxou para cima o rendimento dos Treasuries. Com a sessão regular já encerrada, o Ministério da Fazenda oficializou a informação apurada junto a fontes de que o anúncio do corte não seria mais feito nesta terça-feira (28). A pasta informou que a divulgação será na quarta-feira (29).
Ao final do pregão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (210.815 contratos) fechou com taxa de 9,820%, de 9,840% no ajuste de segunda-feira. A taxa do DI para janeiro de 2019 (210.315 contratos) subiu de 9,41% para 9,46%. E o DI para janeiro de 2021 encerrou com taxa de 9,91%, de 9,85%, e 116.150 contratos. No exterior, a T-Note de dez anos rompia novamente os 2,40%, marcando, às 16h29, 2,417%.
A espera pelos números do Orçamento restringiu a oscilação das taxas ao longo do dia, com os investidores no aguardo dos valores a serem contingenciados para cobrir parte do rombo de R$ 58,2 bilhões do Orçamento. Outra parte deve vir do aumento de impostos.
O corte do Orçamento deverá ser de, aproximadamente, R$ 30 bilhões, informou ao Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) uma fonte do governo envolvida nas discussões. Além disso, o governo, na parte de impostos, estaria trabalhando na suspensão da desoneração da folha de pagamento para todos os setores. Ainda pelo lado das receitas, quatro hidrelétricas da Cemig devem render R$ 12 bilhões ao governo neste ano, contribuindo para reduzir o contingenciamento que o governo terá de fazer.
No exterior, houve melhora de humor a partir do salto do dado de confiança do consumidor apurado pelo Conference Board, de 116,1 em fevereiro para 125,6 em março, maior nível desde dezembro de 2000, e de comentários de dirigentes do Federal Reserve (o banco central norte-americano), de que os mercados emergentes têm resistido "muito bem" às altas de juros do Fed e que os riscos para o aperto monetário estão mais balanceados. Um leilão de títulos do Tesouro americano de 5 anos, de US$ 64 bilhões, com forte demanda também colaborou para puxar para cima o yield dos Treasuries.
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