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Porto Alegre, segunda-feira, 27 de março de 2017. Atualizado às 22h29.

Jornal do Comércio

Economia

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Tecnologia

Notícia da edição impressa de 28/03/2017. Alterada em 27/03 às 21h53min

Grandes multinacionais decidem boicotar o Google

Empresas criticaram falta de medidas para impedir os conteúdos

Empresas criticaram falta de medidas para impedir os conteúdos


LOIC VENANCE/AFP/JC
O Google perdeu alguns dos maiores anunciantes dos Estados Unidos na semana passada. A companhia de telecomunicações AT&T e a Johnson & Johnson, entre outras empresas, comunicaram que deixarão de veicular vídeos promocionais no YouTube e em outras plataformas do Google por considerarem que a gigante de tecnologia não tem tomado medidas suficientes para impedir a exibição de conteúdo que incita o terrorismo ao lado de propagandas.
A iniciativa das empresas, que não alcança a ferramenta de busca do Google, segue o exemplo das adotadas na Europa, onde o governo britânico, a farmacêutica GSK, o jornal The Guardian e a multinacional francesa de publicidade Havas também já retiraram suas propagandas.
A decisão das companhias foi tomada após as empresas perceberem que propagandas apareceram próximas a materiais extremistas e de conteúdo ofensivo no YouTube e em sites vinculados ao Google.
Em nota, a Johnson & Johnson informou levar o assunto muito a sério e que continuará tomando medidas para garantir que suas propagandas sejam coerentes com seus valores.
A AT&T comunicou estar profundamente preocupada com o fato de sua publicidade ter aparecido ao lado de conteúdo que promovia terrorismo e ódio. "Removeremos nossos anúncios das plataformas que não são de busca do Google até que a empresa possa garantir que isso não aconteça novamente", diz uma nota da AT&T. A companhia de telecomunicações foi uma das cinco maiores anunciantes dos Estados Unidos no ano passado, gastando quase US $ 1 bilhão até novembro, segundo a Kantar Media.
O anúncio de que as marcas estão rompendo com o Google reavivou o debate sobre os riscos que as empresas enfrentam com publicidade programática (compra e venda, por meio de ferramentas eletrônicas, de espaço para propaganda digital).
O fato de players como o Google e o Facebook lidarem com um grande número de sites torna difícil o controle de conteúdo de todos eles. Além disso, as páginas onde são inseridas os anúncios são determinadas por algoritmos, o que faz o trabalho de verificação ser mais árduo.
As políticas do Google proíbem anúncios em vídeos considerados pornográficos ou que promovem comportamentos ilegais. A empresa também usa um software que indica conteúdo potencialmente impróprio, mas as denúncias da semana passada mostram que o sistema ainda apresenta falhas.
O Google é hoje o maior vendedor de espaço para publicidade na internet. O segmento de propaganda da companhia gerou US$ 22,4 bilhões no último trimestre de 2016. A maior parte desse montante ainda é de anúncios que aparecem em pesquisas na internet, mas executivos da empresa já afirmaram estar animados com o potencial do YouTube e da mídia programática.
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