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Porto Alegre, quinta-feira, 30 de março de 2017. Atualizado às 16h32.

Jornal do Comércio

Economia

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Tecnologia

Notícia da edição impressa de 22/03/2017. Alterada em 30/03 às 16h37min

Computação cognitiva começa a revolucionar o mundo dos negócios

Harriet (dir) diz que o Watson está pronto e entregando soluções para as empresas hoje

Harriet (dir) diz que o Watson está pronto e entregando soluções para as empresas hoje


IBM/DIVULGAÇÃO/JC
Patricia Knebel, de Las Vegas
Quando vimos o Watson vencendo o Jeopardy, famoso programa de perguntas e respostas da televisão norte-americana, em 2011, logo percebemos que havia algo de especial no sistema da IBM. Afinal, enfim estava ali a prova de que as máquinas poderiam ser realmente capazes de superar os humanos mais habilidosos.
Alguns anos e muito aprendizado depois, a computação cognitiva começa a mostrar a sua face também no mundo dos negócios. Durante o IBM Amplify 2017, que acontece nesta semana, em Las Vegas (EUA), a multinacional está apresentando cases de como a aplicação do Watson está levando à hiperpersonalização das estratégias, à humanização das experiências e à geração de insights em clientes como Adidas, Sprint, AT&T e Kyocera.
O Watson chegou ao nível de se relacionar de forma cada vez mais inteligente por meio de linguagem humana, mesmo sendo um sistema computacional. A máquina aprende em larga escala e rapidamente; e a cereja do bolo é poder usar todo conhecimento adquirido para influenciar ou tomar decisões.
Se antes esses benefícios estavam mais restritos a aplicações mais sofisticadas, como ajudar na investigação, diagnóstico e tratamento do câncer, agora começam a chegar em outras indústrias, como financeira, telecom, varejo, educação e turismo. Um exemplo dos ganhos é no call center. As companhias costumam desenvolver scripts de interação para os atendentes falarem com os clientes. Com a inteligência artificial, estamos falando de outro nível, em que essa relação passa a ser em tempo real e mais humana. No caso das instituições financeiras, a computação cognitiva pode recomendar investimentos ou ajudar o banco a prever a reação do cliente antes mesmo de lançar algum produto.
Para a CEO e presidente da IBM, Ginni Rometty, a computação cognitiva será cada vez mais decisiva para ajudar as empresas a extraírem valor dos dados e ter insights importantes, o que trará vantagens competitivas. "Isso vai mudar todas as decisões que as corporações irão tomar daqui para frente. O Watson foi treinado para entender a língua da indústria", diz.
A AT&T, uma das maiores operadoras de telefonia do mundo, usa o Watson para garantir um ambiente mais seguro a partir da identificação prévia de ameaças, e também para gerar novos insights em outras áreas de negócios. Isso inclui projetos de Smart Cities em algumas cidades norte-americanas.
Dessa forma, quando vai acontecer um grande evento em uma cidade, a computação cognitiva pode ajudar a prever cenários e reorganizar o trânsito, por exemplo. "O Watson orienta a tomada de decisões mais inteligentes, gerenciando milhares de dados, como de energia elétrica, iluminação e trânsito", explica o CEO da AT&T, Randall Stephenson.
A IBM criou uma plataforma para a entrega dessas soluções: o Watson Customer Engagement. No IBM Amplify 2017, está clara a disposição da multinacional de mostrar todo potencial do Watson, especialmente, em três segmentos: Marketing, Commerce e Supply Chain. Isso significa acompanhar toda jornada de consumo de um produto ou serviço, desde a divulgação, passando pela venda até chegar ao pós-venda.
"O Watson está pronto e entregando soluções para as empresas hoje", assegura a gerente-geral de IBM Watson Customer Engagement, Internet das Coisas e Educação, Harriet Green. Segundo ela, a computação cognitiva vai impactar todas as decisões das empresas nos próximos anos.
No varejo, a Northface é um case de como a inteligência cognitiva da IBM está ajudando os clientes a encontrarem a sua jaqueta ideal e, consequentemente, levando a um aumento das vendas e fidelização dos clientes. Ao entrar no site mobile www.thenorthface.com, o consumidor responde a algumas perguntas, como: onde e quando pretende usar a jaqueta, que atividade vai realizar e para quem é o produto. Em alguns segundos, o sistema busca, em um catálogo de 2 mil produtos, aqueles dois ou três mais adequados para o perfil do cliente.
Para chegar a esses resultados, a varejista selecionou os seus melhores vendedores, que ensinaram o Watson sobre as características das roupas da The Northface que costumam ser consideradas pelos consumidores. Hoje, essa experiência é vivenciada por quem compra na loja virtual da marca, mas em breve poderão ser exploradas iniciativas para beneficiar também os consumidores nas lojas, como a possibilidade de colocação de totens com computação cognitiva.
"O Watson é como se fosse uma criança com um cérebro enorme e que aprende muito rápido. Para tanto, precisa ser alimentado de conhecimento", relata o executivo de Watson Customer Engagement para a América Latina, Mauricio Sucasas.

O que é o Watson?

O IBM Watson é a tecnologia cognitiva que pode pensar como um humano. A tecnologia de computação cognitiva desenvolvida pela multinacional é capaz de responder questões em linguagem natural, ou seja, ele consegue entender e interagir com se fosse um ser humano. Quanto mais os clientes e empresas interagem com o Watson, mais ele aprende e consegue apresentar insights com base na análise de milhões de informações e fazer recomendações que melhor se adequam a cada negócio.

Onde estão as garotas?

Jovens que desenvolvem projetos na área ganharam estágio de verão na companhia
Jovens que desenvolvem projetos na área ganharam estágio de verão na companhia
PATRICIA KNEBEL/ESPECIAL/JC
Em uma empresa, o importante é resolver o problema tecnológico que surge, independentemente do sexo de quem está desenvolvendo o projeto. Certo? Nem sempre é assim. Mas alguns exemplos de mulheres que conseguiram vencer nas áreas mais ligadas às exatas têm ajudado a mudar esse cenário.
A presidente da IBM, Ginni Rometty, é uma das poucas CEOs mulheres do mundo - na lista das 500 maiores corporações da Fortune, apenas 6% dos CEOs são do sexo feminino. Ontem, ela recebeu, no palco do IBM Interconnect e IBM Amplify, a jovem Reshma Saujani, fundadora da Girls Who Code (GWC), uma organização sem fins lucrativos cuja missão é eliminar o gap que existe de mulheres nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. A IBM é uma das apoiadoras desse projeto, que permite às meninas aprender novas tecnologias usando soluções da multinacional, como o Watson.
"Estamos criando uma geração de meninas que podem fazer a mudança. Quando elas começam a programar e desenvolver sistemas, percebem que podem e que querem fazer isso", comenta Reshma.
Três garotas que estão desenvolvendo projetos utilizando a computação cognitiva foram convidadas a falar sobre os seus projetos durante o evento da IBM em Las Vegas (EUA).
Ao final, elas foram surpreendidas pela notícia dada no palco por Ginni, presidente da companhia: ganharam um estágio de verão na IBM, para aprofundar esse conhecimento.
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