Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 16 de março de 2017. Atualizado às 17h30.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

negócios corporativos

Alterada em 16/03 às 17h34min

Volume de fusões e aquisições sobe 63,7% em 2016, para R$ 179,2 bilhões

O volume de operações de fusões e aquisições no ano passado foi o segundo melhor resultado dos últimos cinco anos, voltando aos níveis de 2014, informou a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) em seu boletim divulgado nesta quinta-feira, 16. De acordo com a associação, o total de operações alcançou R$ 179,2 bilhões no ano passado, superando os R$ 109,5 bilhões de 2015, equivalente a um aumento de 63,7%. O número de operações cresceu 24,3%, passando de 111, em 2015, para 138.
"O ano de 2016 foi bastante importante, marcando a retomada das fusões e aquisições, tanto em volume financeiro como em número de operações", disse o coordenador do Subcomitê de Fusões e Aquisições da Anbima, Dimas Megna. Ele destacou também que o volume de aquisições de empresas brasileiras por estrangeiras foi recorde da série histórica da Anbima, ou seja, desde 2008, alcançando R$ 122 bilhões.
Megna afirmou, durante teleconferência com a imprensa para apresentação dos números, que a Anbima segue positiva em relação às perspectivas para o desempenho do setor este ano, mas indicou que a recuperação macroeconômica e a concretização das reformas são essenciais para esse movimento.
"O ano de 2016 mostrou uma retomada de confiança, melhor expectativa dos investidores e percepção de valor. Acreditamos, portanto, que se as expectativas econômicas e de reformas se concretizarem, teremos um bom cenário para que o ano seja bastante bom", afirmou. Isso vale para o interesse dos investidores estrangeiros que tiveram grande peso nas transações do ano passado, segundo ele.
Megna notou que os fundos de private equity internacionais têm participado de operações maiores e que, havendo cristalização dos parâmetros macro e de reformas, a expectativa é de que a tendência seja mantida em 2017. Em 2016, os private equities estiveram presentes direta ou indiretamente em 24 transações, que movimentaram R$ 28,3 bilhões, ante R$ 11,3 bilhões em 2015.
Por setor, o boletim da Anbima mostrou que o de Petróleo e Gás liderou em volume, representando R$ 46,3 bilhões, enquanto que o setor de Assistência Médica/Produtos Farmacêuticos liderou em número, com 14 operações no ano passado.
O boletim mostrou ainda que a maior concentração nas operações se deu em transações entre R$ 20 milhões e R$ 99 milhões. Entretanto, o destaque foi o crescimento no volume de operações na faixa de R$ 5 bilhões a R$ 9,9 bilhões, que passaram a representar 6% do total de transações, contra zero em 2015.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia