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Porto Alegre, terça-feira, 14 de março de 2017. Atualizado às 22h41.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Notícia da edição impressa de 15/03/2017. Alterada em 14/03 às 21h45min

Fimec assinala retomada para os calçadistas

Visitantes podem participar do evento até o dia 16 de março

Visitantes podem participar do evento até o dia 16 de março


JONATHAN HECKLER/JC
Carolina Hickmann, de Novo Hamburgo
Com perspectivas de um ano de retomada, a Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes (Fimec) teve início com grande movimentação nos pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo. Os números do evento, no entanto, ainda refletem a crise enfrentada pelo setor nos últimos dois anos. Enquanto em 2016 cerca de 570 expositores estiveram na feira, neste ano, o evento reuniu 500. A comparação do número de marcas relacionadas ao setor também é menor, já que caiu de 900 para 700.
Por outro lado, os investimentos em inovação não pararam. O grupo Sazi, que produz maquinário para o setor, levou à feira um minicentro tecnológico, no qual pode mostrar ao público seus lançamentos, como o último modelo de prensas para colar solas de sapatos. Enquanto as demais máquinas aquecem o ambiente e dependem de controle de temperatura manual, o novo modelo utiliza infravermelhos que aquecem somente o sapato e tem controle interno de temperatura. Isso gera uma redução acentuada no nível de consumo energético, já que o sistema por célula utiliza 4 quilowatts-hora (kWh), enquanto a média de mercado é de 8 kWh.
O coordenador de engenharia do grupo, Ismael Sgaralotto, alega que a novidade faz mais do que apenas reduzir o consumo de energia. Uma das principais queixas da indústria, a padronização da qualidade do produto, também é alcançada com o novo equipamento. "Como existe o sensor de monitoramento de temperatura, há a garantia de confiabilidade do produto", comenta o engenheiro, que explica que os produtos colantes utilizados pelo setor funcionam com excelência em temperaturas que precisam ser predefinidas.
Novas tecnologias também estão sendo empregadas na qualidade do material utilizado para a confecção de solas de sapato. A FCC, indústria de Campo Bom fornecedora de compostos há 50 anos, criou um insumo inédito para a fabricação de solados, o thermoplastic vinnyl rubber (TRV). Através da fusão do EVA e do TR, houve a criação de um composto mais acessível e competitivo. A empresa estima que existam 4 mil máquinas que produzam solas de sapato no Brasil, e quase todas elas estão aptas a moldarem o TRV.
O gerente comercial da FCC, André Müller, explica que, ao longo de três anos de criação do TRV, houve a preocupação com a criação de um composto que garantisse um melhor acabamento e durabilidade. "Achamos uma forma standard do produto, ainda iremos aprimorar mais a composição", explica Müller. Até o momento, cerca de R$ 6 milhões foram investidos na nova tecnologia, que garantirá à empresa um maior share de mercado para competir diretamente com o PVC. Müller lembra, no entanto, que o insumo concorrente enfrenta restrições nas normas europeias no que diz respeito a metais pesados e ftalatos, que não são encontrados no TRV.
O presidente da Fimec, Marcio Jung, garante que o espaço é agregador. Para ele, as relações tecnológicas, em alguma medida, estão impedindo a criação de elos, e a feira serve para transpor essa barreira através do estímulo de conversas presenciais. Em 2016, a feira recebeu mais de 5 mil visitantes qualificados, entre modelistas, compradores, gestores e empresários. O evento deste ano se estenderá até o dia 16 de março.

Modelo de fábrica de calçados montada nos pavilhões emprega 100 funcionários

Organizadores esperam um aumento de produção para 5 mil pares
Organizadores esperam um aumento de produção para 5 mil pares
JONATHAN HECKLER/JC
A indústria calçadista produz cerca de 900 milhões de pares de sapatos por ano, de acordo com a empresa de automação GS1. Enquanto os números de expositores na Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes (Fimec) diminuíram, os da Fábrica Conceito da feira só aumentaram. Este ano, em vez dos 2 mil pares produzidos no ano passado, os organizadores esperam finalizar a feira com 5 mil pares contabilizados.
Um terço dessa produção será destinado ao gabinete da primeira-dama de Novo Hamburgo, que irá repassar para instituições beneficentes. Esta não é a única medida de cunho social adotada na Fábrica Conceito. Dos 100 funcionários ligados à produção, 60 estão fora do mercado de trabalho. Na avaliação do presidente executivo da IbTEc, uma das organizadoras, Paulo Griebeler, ao menos um terço desse pessoal irá arrumar recolocação durante o evento.
Como a Fábrica Conceito da Fimec é a mímica real de uma planta fabril, a única maneira possível de contabilizar a produção é através do sistema utilizado diariamente nos chãos de fábrica. Com isso, a atuação da GS1 é essencial para a padronização da linguagem no auxílio da gestão dos negócios. O Sistema de Operações Logísticas Automatizadas (Sola) é a metologia que permite a leitura dos produtos e volumes com organização.
De acordo com o assessor executivo da Abicalçados, Igor Hoelscher, três pilares são necessários para o Sola: a identificação, que fica por conta da GS1; a validação de processos de separação, conferência e armazenamento, além do virtual; e a troca de dados. "Precisa estar muito bem amarrado com aquilo que está no sistema, utilizando a mesma linguagem, para que seja eficiente", conclui.
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