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Porto Alegre, segunda-feira, 13 de março de 2017. Atualizado às 22h39.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Notícia da edição impressa de 14/03/2017. Alterada em 13/03 às 22h03min

Cooperativa gaúcha encerra liquidação extrajudicial

Assembleia-geral aprovou as contas da cooperativa de Tucunduva

Assembleia-geral aprovou as contas da cooperativa de Tucunduva


VALDINO KITTLAUS/DIVULGAÇÃO/JC
Thiago Copetti
Depois de encerrar com êxito seu processo de liquidação extrajudicial, a Cooperativa Mista Tucunduva (Comtul) teve comemoração dupla no dia de ontem. Além de finalizar o processo de quitação e renegociação de cerca de R$ 130 milhões em dívidas, a cooperativa pode celebrar com mais tranquilidade seus 60 anos de criação.
Após dois anos atuando como gestor liquidante, Enilto Balbinot passa agora a presidir o conselho de administração da Comtul e tem como uma das metas seguir colocando as contas em dia.
"Ainda temos dívidas, renegociadas, de cerca de R$ 90 milhões. A maior parte são débitos com prazo alongado em negociações com bancos. Agora, voltamos a atuar no mercado, com crédito e uma grande vantagem: o retorno da credibilidade entre fornecedores, financiadores e produtores", comemora Balbinot.
Além da comercialização de grãos e lácteos dos associados, principalmente, a Comtul conta com duas importantes fontes de receita: uma rede de supermercados com seis lojas e outra de pontos de venda de produtos agropecuários e recebimento de grãos. Reconquistar os produtores é outra meta de Balbinot para o ano. E, pelo resultado do trabalho, o retorno é dado como certo. "É um caso inédito no Rio Grande do Sul. Até hoje, todos os casos de liquidação neste segmento se perpetuaram até a extinção das cooperativas", destaca Fernando Pellenz, advogado do escritório Souto Correa, responsável por conduzir o processo de liquidação da Comtul, estimando que ainda existam cerca de cinco cooperativa agrícolas na mesma situação da cooperativa de Tucunduva.
O processo de liquidação, diferentemente da recuperação judicial aplicada a empresas, não permite negociação em assembleia. Assim, com o assessoramento do escritório de advocacia foi necessário realizar o processo de negociação das dívidas individualmente, com cada um dos credores. Um programa de milhagem com os cooperados, que serviu para abater créditos, também foi uma das medidas importantes na condução do processo. Atualmente, a cooperativa conta com 1,8 mil associados. "Foi o apoio dos produtores e o processo iniciado assim que o problema da dívida elevada foi constatado que garantiram a recuperação", avalia o novo presidente do cooperativa.
"A iniciativa foi tomada na hora certa, não deixamos as dificuldades contaminarem a cooperativa. O apoio massivo dos associados também foi importante, além da habilidade em negociar com os credores", avalia Balbinot.

Exportações do agronegócio gaúcho aumentam apenas em volume, segundo dados da FEE

A Fundação de Economia e estatística (FEE) atualizou os dados das exportações do agronegócio gaúcho. No comparativo de fevereiro deste ano com o mesmo mês do ano passado, as vendas para o exterior sofreram quedas no valor exportado (6,4%) e nos preços médios praticados (21%) e crescimento no volume embarcado (18,5%). Em termos absolutos, a queda nas exportações foi de US$ 33,1 milhões. As exportações do setor totalizaram US$ 482,1 milhões.
De acordo com o levantamento do Núcleo de Estudos do Agronegócio da FEE, os cinco principais setores exportadores do agronegócio em fevereiro de 2017 foram carnes (US$ 158,9 milhões), fumo e seus produtos (US$ 76,1 milhões), complexo soja (US$ 69,3 milhões), cereais, farinhas e preparações (US$ 49,5 milhões) e produtos florestais (US$ 37,2 milhões). Entre os principais setores, as carnes se destacam por apresentar crescimento nos valores (24,7%) e volumes embarcados (6,3%), assim como nos preços médios praticados (17,3%).
Os pesquisadores destacam que o resultado do mês de fevereiro foi condicionado pelas quedas ocorridas no valor exportado dos setores de fumo e seus produtos (menos US$ 44,4 milhões; -36,9%) e de produtos florestais (menos US$ 19,9 milhões; -34,9%). "Por outro lado, além do incremento nas exportações de carnes, houve expansão nas vendas do setor de cereais, farinhas e preparações (mais US$ 16 milhões; 47,8%). Essa alta foi determinada pela expansão nos volumes embarcados de trigo. Foram vendidas mais de 200 mil toneladas, o que representa uma alta de 112,5% em relação ao embarcado pelo Rio Grande do Sul em fevereiro de 2016", explica o economista Rodrigo Feix.

Agropecuária pode contribuir com quase metade da alta do PIB do Brasil prevista para este ano

Impulsionada pela safra recorde de grãos, que deve superar 220 milhões de toneladas, a agropecuária brasileira pode crescer até 9% em 2017 e contribuir com praticamente metade da expansão prevista para o Produto Interno Bruto (PIB) do País neste ano. De acordo com analistas e lideranças, o setor deve contribuir com 0,22 ponto percentual dentro do incremento de 0,48% esperado para a economia nacional, conforme o mais recente boletim Focus, do Banco Central.
Na avaliação do economista Rafael Bacciotti, da Tendências Consultoria Integrada, o PIB da agropecuária deve crescer 1% no primeiro trimestre e fechar 2017 com alta de 3%, sendo que há viés positivo de até 4%. "É uma variação muito forte e, assim, pode resultar em uma contribuição de 0,22 ponto percentual (dentro do PIB do País)", avaliou. Pelos cálculos da Tendências, a economia brasileira deve subir 0,7% em 2017, mas tem viés positivo menos intenso, de 0,3%.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) prevê crescimento do PIB brasileiro de 0,6% e do agropecuário de 6% em 2017. "Ao longo do ano, o PIB agropecuário deve ter desempenho positivo, mas no primeiro e segundo trimestres deve ser destaque de crescimento", disse o coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon. A contribuição do PIB agropecuário é mais robusta no primeiro semestre, graças à colheita e à comercialização da safra de verão de soja e milho. Além disso, há o início da colheita do milho safrinha do meio para o fim do segundo trimestre. Até 2 de março, 47% da safra de soja do Brasil já estava colhida, segundo a consultoria AgRural. No caso do milho verão, a colheita alcançava 29% da área do Centro-Sul.
Para o economista-chefe do Sistema da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Antônio da Luz, o "grosso" da contribuição da agropecuária deve se concentrar no segundo trimestre. "É uma questão de sazonalidade. No primeiro trimestre já devemos ter algum impacto positivo, mas é no segundo que temos a maior parte da produção de grãos, como soja, milho safrinha e arroz", explicou. Integrante da pesquisa Focus, Luz estima que o PIB da agropecuária poderá crescer de 7% a 9% neste ano, impulsionado pela base baixa de comparação.
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