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Porto Alegre, terça-feira, 14 de março de 2017. Atualizado às 09h15.

Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Notícia da edição impressa de 14/03/2017. Alterada em 14/03 às 09h18min

Capão da Canoa receberá usina solar de 10 MW

Conjunto de painéis fotovoltaicos será instalado em área de 12 hectares

Conjunto de painéis fotovoltaicos será instalado em área de 12 hectares


ENERGY INFINITY/DIVULGAÇÃO/JC
Jefferson Klein
A fonte de energia que mais cresce atualmente no Brasil também desperta o interesse de empreendedores no Rio Grande do Sul. A companhia gaúcha Energy Infinity, em parceria com o grupo Marina Park, pretende investir R$ 80 milhões em uma usina solar com capacidade instalada de 10 MW.
O volume de energia pode parecer pouco se comparado, por exemplo, à potência da termelétrica Candiota 3 (350 MW), mas é muito se for levado em conta o atual patamar da produção solar no País. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as centrais geradoras fotovoltaicas em operação no momento têm capacidade instalada de 23,7 MW.
Fábio Junior Zimmer, diretor da Energy Infinity, detalha que a usina, que começou a ser construída em janeiro, entrará em operação em duas fases. A primeira, com capacidade para produzir até 5 MW, será finalizada em novembro deste ano; e a segunda, com o mesmo potencial, em março de 2018. Os painéis fotovoltaicos serão instalados em uma área de cerca de 12 hectares, localizada próxima ao condomínio Condado.
Além do uso de uma fonte ainda considerada como nova na matriz energética, outra característica distinta do projeto é a forma que os empreendedores serão remunerados pela geração. Zimmer explica que serão locados lotes de energia para terceiros. Assim, uma empresa que quiser aproveitar a energia do complexo, seja por uma vantagem financeira, seja pelo apelo ecológico, pode alugar os equipamentos e um determinado volume de energia produzida.
Essa geração é jogada na rede integrada que abastece os consumidores do sistema elétrico e transformada em créditos, que a companhia locatária pode abater da sua conta de luz. Se o consumo for maior do que o gerado na usina solar, paga-se a diferença para a concessionária. O diretor da Energy Infinity comenta que a intenção é locar todos os lotes antes de terminar a implantação da usina.
Esse modelo de negócio foi possível devido ao conceito de geração distribuída previsto dentro do setor elétrico. Nesse ambiente, o consumidor pode gerar sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis e inclusive fornecer o excedente para a rede de distribuição de sua localidade. Entre as vantagens para quem adota essa prática está a isenção de ICMS para esse tipo de geração de eletricidade concedida em vários estados, entre eles o Rio Grande do Sul.
Antes de começar a desenvolver a usina que locará energia para outras empresas, a Energy Infinity e o Marina Park já tinham implementado um sistema fotovoltaico com a finalidade de atender ao consumo próprio do parque aquático que esse grupo detém em Capão da Canoa.
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