Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 08 de março de 2017. Atualizado às 18h11.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

mercado financeiro

Alterada em 08/03 às 18h16min

Petróleo fecha em forte queda, após DoE divulgar alta no estoque dos EUA

Os contratos futuros de petróleo registraram seu pior dia em mais de um ano nesta quarta-feira, 8, após dados do Departamento de Energia (DoE) dos Estados Unidos mostrarem que os estoques de petróleo no país atingiram um recorde na semana passada.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em baixa de 5,39%, a US$ 50,28 por barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o petróleo tipo Brent para maio recuou 5,02%, a US$ 53,11 por barril. Foi o maior declínio porcentual de um único dia desde fevereiro de 2016.
O relatório semanal de estoques do DoE mostrou que, na semana passada, houve um aumento de 8,2 milhões de barris na semana encerrada em 3 de março, superando a previsão de alta de 1,7 milhão de barris de analistas consultados pelo Wall Street Journal. Nem mesmo uma queda nos estoques de gasolina e de destilados fizeram com que os preços avançassem.
Os dados da oferta assustaram os investidores, que apostaram que os cortes na produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e de outros grandes produtores ajudariam a eliminar o excesso da commodity que pesa sobre os preços desde 2014.
Os investidores aguardam, ainda, por evidências de que os cortes da Opep estão afetando a quantidade de petróleo armazenada nos EUA. No entanto, os níveis dos estoques americanos estão em alta há nove semanas consecutivas, atingindo um recorde de 528,4 milhões de barris na semana passada, uma vez que tanto as importações quanto a produção americana aceleraram.
"Para que um equilíbrio global funcione, precisaremos vê-lo nos EUA", disse Michael Wittner, diretor global de pesquisa de petróleo do Société Générale. "Os mercados estão ficando um pouco cansados de tanto esperar."
O fortalecimento do dólar também ajudou a pressionar os contratos de petróleo. Hoje, a moeda americana avançou após a ADP ter informado que sua leitura de geração de vagas no setor privado mostrou 298 mil postos em fevereiro, bem acima da previsão dos analistas. O petróleo, que é cotado em dólar, costuma perder força quando a moeda dos EUA avança, visto que seus preços ficam mais altos para investidores que operam em outras divisas.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia