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Porto Alegre, sexta-feira, 03 de março de 2017. Atualizado às 14h53.

Jornal do Comércio

Economia

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Trabalho

03/03/2017 - 12h19min. Alterada em 03/03 às 14h54min

Coca-Cola Femsa demite mais de 100 trabalhadores da Vonpar

A empresa alegou que os cortes se devem a sobreposição de funções na estrutura corporativa

A empresa alegou que os cortes se devem a sobreposição de funções na estrutura corporativa


MAURO SCHAEFER/ARQUIVO/JC
Depois de arrematar a operação da Vonpar em bebidas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a Coca-Cola Femsa do Brasil começa a fazer demissões na estrutura. A companhia no Brasil confirmou que 109 trabalhadores foram dispensados esta semana de unidades nos dois estados. O grupo de capital mexicano comprou o braço de bebidas da gaúcha Vonpar por R$ 3,5 bilhões, em negócio anunciado em setembro de 2016
Em nota, os novos donos, que são o maior engarrafador de produtos Coca-Cola no mundo e detém 49% do mercado no Brasil, informaram que a maioria das demissões atingiu cargos administrativos, "por estarem em duplicidade no sistema corporativo da empresa". O grupo alega que "é insustentável manter cargos iguais e posições similares numa estrutura corporativa". A empresa diz ainda que são mais de 4 mil funcionários na operação, com três unidades de engarrafamento (Porto Alegre, Santo Ângelo, no Estado, e Antônio Carlos, em Santa Catarina) e cinco centros de distribuição que atendem 15,4 milhões de consumidores.
Nos últimos meses, desde que adquiriu a companhia de um dos braços da família Vontobel, a Coca-Cola FEMSA Brasil informa que fez análise sobre a dimensão da estrutura, "parte do processo de integração após a aquisição", que resultou no "desligamento de alguns colaboradores", diz a nota oficial. A companhia finaliza reforçando que mantém compromisso e planos de desenvolvimento na região Sul.
Além da gigante de bebidas, outras empresas com operação no Estado estão fazendo cortes. A Arteflex Equipamentos de Proteção Individual, do grupo Artecola e especializada na produção de calçados de segurança e alta tecnologia, foi fechada. Os 100 funcionários foram demitidos e cumprem aviso prévio até fim de março. Estudo ainda do Dieese divulgado esta semana aponta que o polo naval gaúcho cortou quase 5 mil empregos em 2016, e Rio Grande liderou as demissões entre as cidades brasileiras com indústria naval.
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