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Porto Alegre, quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017. Atualizado às 00h04.

Jornal do Comércio

Internacional

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Ciência

Notícia da edição impressa de 23/02/2017. Alterada em 22/02 às 19h15min

Nasa descobre sete planetas similares à Terra

Sistema orbita uma estrela chamada Trappist-1, localizada a cerca de 40 anos-luz

Sistema orbita uma estrela chamada Trappist-1, localizada a cerca de 40 anos-luz


DIVULGAÇÃO/JC
Um grupo de astrônomos anunciou ontem a descoberta de um sistema com sete planetas, sendo que todos eles, em princípio, poderiam conservar água em estado líquido em sua superfície, condição considerada essencial para o desenvolvimento de vida. Três deles em particular parecem mais promissores em relação à presença de oceanos. O anúncio foi feito em entrevista coletiva organizada pela Nasa (a agência espacial norte-americana) e em publicação simultânea na revista científica Nature.
O sistema orbita uma estrela localizada a cerca de 40 anos-luz da Terra, na constelação de Aquário. Chamada de Trappist-1, ela é tão pequena que tem um diâmetro apenas um pouco maior do que Júpiter, o maior planeta do sistema solar. Seus mundos, por sua vez, têm todos porte similar ao do nosso - alguns um pouco menores, outros um pouco maiores - e passam rotineiramente à frente de sua estrela-mãe do ponto de vista de quem está na Terra. Foi graças a isso que eles foram descobertos.
No ano passado, usando um telescópio instalado em La Silla, chamado Trappist, os cientistas haviam descoberto três planetas. Observações subsequentes feitas com o telescópio espacial de infravermelho Spitzer, da Nasa, e com o VLT (Very Large Telescope), do ESO (Observatório Europeu do Sul), revelaram outros quatro (na verdade cinco, já que o terceiro do estudo anterior se revelou uma combinação do sinal de dois planetas até então não identificados).
Uma grande combinação de fatores torna a descoberta uma das mais importantes da história da pesquisa de exoplanetas até agora: a proximidade com o sistema solar, o número de planetas rochosos, a distância que cada um deles guarda de sua estrela, o tamanho diminuto do astro central e, sobretudo, a possibilidade de monitorar os chamados trânsitos planetários. Tudo isso favorece a possibilidade de que, em breve - no mais tardar, já no ano que vem -, os astrônomos serão capazes de investigar as condições que realmente predominam nesses mundos e descobrir quais são habitáveis, se é que algum deles é.
O Telescópio Espacial James Webb, com lançamento marcado pela Nasa para 2018, terá a capacidade de detectar sinais da composição da atmosfera dos planetas de Trappist-1. Com isso, será possível sanar dúvidas sobre a real habitabilidade de planetas de porte similar ao da Terra em torno de estrelas anãs vermelhas, astros bem menores que o sol.
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