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Porto Alegre, quinta-feira, 02 de fevereiro de 2017. Atualizado às 22h52.

Jornal do Comércio

Internacional

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Reino Unido

Notícia da edição impressa de 03/02/2017. Alterada em 02/02 às 21h13min

Plano do Brexit almeja livre-comércio

Cidadãos da UE que vivem no Reino Unido devem permanecer

Cidadãos da UE que vivem no Reino Unido devem permanecer


Daniel LEAL-OLIVAS/Daniel LEAL-OLIVAS/AFP/JC
O Reino Unido deixará o mercado comum da União Europeia (UE), mas quer uma nova relação comercial "sem fricções" com o bloco, afirmou o governo, nesta quinta-feira, na mais detalhada explicação sobre os planos para o chamado Brexit. Com a intenção de reduzir a incerteza sobre a saída do país da UE para atender às demandas da oposição por maior clareza, o governo publicou, nesta quinta-feira, um documento chamado Livro Branco, no qual define "objetivos estratégicos" no processo de separação que planeja iniciar dentro de semanas.
O secretário para o Brexit, David Davis, disse a parlamentares que o Reino Unido trabalha rumo a "uma nova parceria positiva e construtiva" com o bloco e busca como resultado o "benefício mútuo". O documento de 75 páginas confirma o que a premiê Theresa May anunciou no mês passado: o país deixará o mercado comum para bens e serviços e buscará também novos acordos tarifários com o bloco.
Davis disse que o objetivo é "o comércio mais livre possível e sem fricções de bens e serviços". O documento não traz, porém, muitos detalhes, notando que as relações de comércio e alfandegárias serão estabelecidas nas negociações.
O governo diz que deseja deixar o mercado comum para ter controle sobre a imigração, tema crucial para aqueles que votaram no plebiscito do ano passado a favor da saída da UE. Mas Londres também deseja manter "elementos dos arranjos do mercado comum monetário". Além disso, o Livro Branco não traz detalhes sobre as regras futuras de imigração. "Nós consideramos muito cuidadosamente as opções que estão abertas", afirma o documento.
O Livro Branco sustenta que o Reino Unido busca garantir que quase 3 milhões de cidadãos da UE que vivem no país - e os 1 milhão de britânicos que residem em outros países da UE - possam ficar, culpando uma minoria de nações por obstruírem um acordo até agora.
O documento também afirma que o Reino Unido buscará "a cooperação mais próxima possível em assuntos cruciais, como segurança, política externa e ciência e tecnologia", com a UE, mas não diz se seguirá como membro do órgão de política do bloco, o Europol. Ele lista uma série de órgãos da União Europeia que regulam aspectos vitais de negócios e da sociedade, cuja relação com Londres será avaliada, entre eles a Agência de Segurança da Aviação Europeia, a Autoridade de Segurança Alimentar Europeia e o regulador de energia nuclear Euratom.
Theresa May pretende invocar o artigo 50 para iniciar o processo de saída da UE em 31 de março. O Livro Branco diz que o país está confiante em fechar um acordo no prazo.
Porta-voz do Partido Trabalhista para o Brexit, Keir Starmer disse que o documento "não diz nada". Já o executivo-chefe da Associação de Banqueiros Britânicos, Anthony Browne, afirmou que o compromisso do governo com o livre-comércio nos serviços financeiros e com um processo de implementação gradual dá uma "clareza importante" para esse processo.
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