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Porto Alegre, terça-feira, 28 de fevereiro de 2017. Atualizado às 19h19.

Jornal do Comércio

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Estradas

28/02/2017 - 17h21min. Alterada em 28/02 às 19h23min

Fila de caminhões na BR-163 no Pará é de mais de 70 quilômetros

Barro, chuva e fila de caminhões que se perde no horizonte da BR-163, no sudoeste do Pará

Barro, chuva e fila de caminhões que se perde no horizonte da BR-163, no sudoeste do Pará


ARQUIVO PESSOAL/JC
A fila de caminhões parados, a maior parte carregada com grãos como soja, alcançou 70 quilômetros de extensão na BR-163, no Pará, e chamou a atenção do País. O trecho no sudoeste do estado é ligação para escoar a produção para portos do Pará, e dali para o mercado externo. A maior quantidade de chuvas no verão de 2017 - só em fevereiro são quase 600 milímetros - tornou a estrada no trecho não asfaltado intransitável. Motoristas relatam que percorreram 50 quilômetros em 15 dias.
Na região, assim como em Mato Grosso, há muitos gaúchos que se estabeleceram após a expansão da fronteira agropecuária nos anos de 1990. Depois de quase 15 dias de trânsito parado, somente na madrugada desta terça alguns trechos começam a ser desbloqueados, informou o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. 
A pista no sentido Sul (para o Mato Grosso) foi liberada e a expectativa é que o tráfego seja liberado totalmente até a próxima sexta-feira (3), caso as condições meteorológicas sejam favoráveis. As chuvas devem se manter em março.
Os trabalhos se concentram num trecho de 37 quilômetros entre as comunidades de Santa Luzia e Bela Vista do Caracol, no município de Trairão, distante 1,3 mil quilômetros de Santarém. As equipes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) trabalham com apoio do Exército e da Polícia Rodoviária Federal. A condição é tão adversa que até viaturas da PRF com tração nas quatro rodas atolam na região.
O transporte de soja pela rodovia, principal atividade afetada pela condição da estrada, será discutido nesta quinta-feira (2) pelo ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, com um grupo de tradings (Amaggi, ADM, Cargill, Bunge e Cofco). "O objetivo será definir a estratégia logística que garanta a manutenção da trafegabilidade ao longo da rodovia durante o chamado inverno amazônico e o consequente escoamento da produção agrícola", diz a nota da pasta.
Segundo o Dnit, os obras de asfaltamento da BR-163 estão 90% concluídas. Faltam 100 quilômetros um total de 1.006. Problema é que em 2016 foram asfaltados apenas 20 quilômetros. O Dnit informa que a meta é asfaltar 60 quilômetros este ano, entre eles o trecho onde ocorreram os pontos críticos. A conclusão do asfalto é previsto apenas para 2018. 
Com informações da Agência Estado. 
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